Como são os ovos de rouxinol-bravo?

27.03.2025

Nesta primavera, a Wilder lança a nova série, “Como são?” que, todos os dias, lhe fala dos ovos de algumas das aves que nesta estação do ano nidificam no nosso país. As belíssimas ilustrações são de Lúcia Antunes, professora e ilustradora do Grupo do Risco.

O rouxinol-bravo (Cettia cetti) é uma pequenina ave castanha-avermelhada que se esconde por entre os caniçais. Segundo o portal Aves de Portugal, “é mais fácil de detectar e de identificar pelo seu canto característico que, por vezes, é ouvido durante a noite”.

Rouxinol-bravo. Foto: Mark S Jobling/WikiCommons

A época de reprodução do rouxinol-bravo estende-se de finais de Março até ao início de Agosto.

Esta pequena ave constrói os seus ninhos a alturas baixas, por entre a vegetação densa de caniçais onde crescem salgueiros, tamargueiras e outras árvores e arbustos.

Segundo o livro “Aves de Portugal – Ornitologia do território continental”, as posturas mais frequentes contam com quatro ou cinco ovos.

Ovo de rouxinol-bravo. Ilustração: Lúcia Antunes

A incubação dura 16 ou 17 dias, sendo que, durante esses dias, apenas as fêmeas cuidam dos ovos.

As crias voam quando têm entre 14 e 16 dias de idade.

O rouxinol-bravo pode criar duas ninhadas por ano, especialmente se não tiverem tido sucesso na primeira.


Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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