Ovo de Emberiza cia. Ilustração: Lúcia Antunes

Como são os ovos de escrevedeira-de-garganta-cinzenta?

02.04.2025

Nesta primavera, a Wilder publica a série, “Como são?” que, todos os dias, lhe fala dos ovos de algumas das aves que nesta estação do ano nidificam no nosso país. As belíssimas ilustrações são de Lúcia Antunes, professora e ilustradora do Grupo do Risco.

A escrevedeira-de-garganta-cinzenta (Emberiza cia), também chamada cia, é uma espécie de ave comum que podemos ver em Portugal durante todo o ano.

Escrevedeira-de-garganta-cinzenta (Emberiza cia). Foto: Gilgit-Baltistan/WikiCommons

Segundo o portal Aves de Portugal, é “fácil de identificar pelo característico padrão riscado da cabeça, possuindo listras escuras em forma de tridente na zona facial, que contrastam com o tom cinzento-azulado. As partes inferiores são ocres e o dorso castanho claro e listado”.

“O seu pio assemelha-se ao ar a escoar de um furo, por vezes quase imperceptível.” Podemos ouvir o canto desta ave de Fevereiro a Julho.

Ovo de escrevedeira-de-garganta-cinzenta. Ilustração: Lúcia Antunes

Normalmente, a escrevedeira-de-garganta-cinzenta põe entre quatro a cinco ovos que são incubados durante 12 ou 14 dias.

Cada casal pode ter duas ou três ninhadas por época de reprodução, altura do ano em que, além de se alimentar de sementes e outras partes de plantas, também se alimenta de invertebrados.

As crias abandonam os ninhos com uma idade de 10 a 13 dias, segundo o livro “Aves de Portugal – Ornitologia do território continental”.


Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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