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Mais de 20 espécies de abelhas da Irlanda do Norte estão em risco de extinção

17.10.2019
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Foto: Joana Bourgard

São 21 as espécies de abelhas que estão em risco de extinção na Irlanda do Norte, por causa da perda de prados de flores silvestres, poluição e alterações climáticas, revelou ontem um novo relatório da organização Buglife.

Um pouco por todo o mundo há uma preocupação crescente com a situação dos insectos polinizadores. Na verdade, 40% das espécies de insectos do planeta estão em declínio e um terço em risco de extinção, num ritmo que é oito vezes superior ao dos mamíferos, aves e répteis. 

E o Reino Unido não é excepção. Muitos insectos – como as abelhas, borboletas e moscas-das-flores – estão em drástico declínio, tanto na sua abundância como na sua diversidade, alerta a Buglife, uma organização ambiental britânica dedicada à conservação de todos os invertebrados.

Segundo o novo relatório da Buglife, “The Northern Ireland Threatened Bee Report“, as abelhas selvagens solitárias e os abelhões são dos mais afectados por este declínio.

A Irlanda do Norte alberga muitas espécies raras e ameaçadas de polinizadores do Reino Unido e tem a maior população de uma espécie prioritária, a abelha solitária Colletes floralis.

Agora, este relatório pretende ser uma chamada de atenção para salvar as abelhas selvagens da Irlanda do Norte.

Ao analisar dados históricos e actuais, o relatório descobriu que muitas espécies ameaçadas estão em declínio e enfrentam um futuro incerto. Isto por causa da perda de habitats ricos em flores silvestres, poluição, doenças e alterações climáticas.

O relatório também defende a necessidade de haver melhores registos e monitorização do estado das populações de polinizadores da Irlanda do Norte.

“A menos que sejam tomadas medidas urgentes é muito provável que assistamos à extinção de algumas das nossas espécies de abelhas selvagens nos próximos 10 anos”, alertou Anna Hart, da Buglife para a Irlanda do Norte.

A boa notícia, acrescenta, é que “temos a solução para a crise dos polinizadores: ao criar mais espaços para a vida selvagem e ao restaurar redes de habitats ricos em flores silvestres por todo o país conseguiremos reverter estes declínios e garantir populações saudáveis de polinizadores para as gerações futuras”.

O relatório avança propostas de acções detalhadas sobre como ajudar cada espécie a recuperar.


Agora é a sua vez.

Descubra cinco coisas que pode fazer na luta contra o declínio mundial dos insectos.

Além disso pode ficar a saber o que pode fazer para ajudar os insectos polinizadores.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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