Foto: Aline Macedo

Até final de Maio, o Festival Jardins Abertos dá-nos a mão para conhecermos a alma verde de Lisboa

Agora na sua 13ª edição, este evento gratuito prolonga-se desta vez por todos os fins-de-semana do mês, com cerca de 30 parques e jardins abertos à exploração na cidade.

O Jardim do Dragão do Centro Científico e Cultural de Macau, o Jardim do Grilo, o Parque Hortícola da Terra de Minas na Tapada da Ajuda e o projeto Urbem Florestas Urbanas – “que está a tornar as cidades mais verdes para todos” – são alguns dos espaços inéditos incluídos este ano na programação dos Jardins Abertos, com visitas agendadas nos fins-de-semana de Maio.

“Poderão ser visitados também jardins especiais, que nos convidarão a usar todos os nossos sentidos, como a Estufa Fria de Lisboa, os Jardins do Palácio Fronteira ou a Quinta Pedagógica dos Olivais”, indica uma nota de imprensa da organização do festival, que chama também a atenção para as “habituais visitas guiadas” a diferentes espaços verdes. Por exemplo, os passeios ao nascer do sol no Parque Florestal de Monsanto, destaca.

Foto: Aline Macedo

Mas estes próximos fins-de-semana não serão preenchidos apenas por visitas. Agendadas estão também “atividades para famílias e oficinas com diferentes temáticas, desde perfumaria, pintura, culinária e dança, para que nenhum sentido fique por usar.”

Por outro lado, além do “respeito e reconhecimento da paisagem natural”, o festival quer este ano dar destaque aos cinco sentidos. Em causa estão “experiências sensoriais e sinestésicas de ser e estar com a paisagem, aproximando os sentidos e o sentido de pertença a uma ecologia poética”, que desperta diferentes curiosidades e questões: “Quando caiu a última folha daquela árvore e quando despontou o primeiro rebento verde do ano? Quando foi que as tílias encheram as noites da cidade com o perfume das suas flores? Em tempo algum deixou o melro de cantar?”

A assinalar o final dos Jardins Abertos este ano, nota ainda a equipa do festival, está prevista uma “deliciosa experiência gastronómica” com “um percurso sensorial com esculturas florais passíveis de ser degustadas”, na Casa do Jardim da Estrela.


Saiba mais.

Pode consultar aqui a programação completa.

Inês Sequeira

Foi com a vontade de decifrar o que me rodeia e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista e que estou, desde 2022, a fazer um mestrado em Comunicação de Ciência pela Universidade Nova. Comecei a trabalhar em 1998 na secção de Economia do jornal Público, onde estive 14 anos. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água”. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.