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Lince-ibérico encontrado morto numa estrada perto de Badajoz

31.03.2026
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A 24 de março, a associação espanhola ADENEX (Associação para a Defesa da Natureza e dos Recursos da Extremadura) encontrou um lince-ibérico morto na berma da estrada N-360, perto de Torremejía, na província de Badajoz.

O alerta tinha sido dado nesse dia por um cidadão que descobriu o cadáver do lince-ibérico.

Os membros da associação ambiental que se deslocaram ao local confirmaram tratar-se de um exemplar adulto de lince-ibérico morto junto à estrada.

“Aparentemente, não se observavam sinais externos de hemorragia resultantes de um possível atropelamento, embora o animal apresentasse algum grau de decomposição, o que leva a supor que a morte terá ocorrido vários dias antes”, escreve a associação em comunicado.

A ADENEX explica ainda que não é fácil identificar este animal, uma vez que “não foram observadas marcas externas nem qualquer coleira com dispositivo GPS que permitissem determinar se o animal estava a ser monitorizado”.

Este caso foi comunicado aos Agentes do Meio Natural da zona, com o objetivo de comunicar a ocorrência e dar início às investigações necessárias.

Enquanto se aguarda por mais informações por parte da Junta da Extremadura e pela realização da respetiva necrópsia, este poderá constituir o primeiro caso este ano de morte de lince-ibérico por atropelamento.

O lince-ibérico (Lynx pardinus) é um símbolo mundial da conservação da natureza. Depois de ter estado à beira da extinção, os intensos esforços de reprodução em cativeiro e de reintrodução permitiram a recuperação da sua população que hoje se estima em cerca de 2400 exemplares em estado selvagem.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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