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Valença organiza passeio noturno para descobrir Criaturas das Trevas

24.10.2025
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uma coruja-das-torres em voo
Coruja-das-torres. Foto: Edd Deane/Wiki Commons

Morcegos, rãs, sapos, salamandras, traças, mochos, corujas e aranhas serão as estrelas do percurso noturno a 1 de novembro na Cerca da Quinta do Mosteiro de Sanfins, em Valença.

A partir das 17h30 e ao longo de três horas a ideia é procurar criaturas associadas às trevas.

“O percurso explorará os vários espaços do antigo mosteiro à procura de criaturas que deambulam pela noite como morcegos, rãs, sapos, salamandras, traças, mochos, corujas e aranhas”, explicou a Câmara Municipal de Valença.

“Esta é uma oportunidade única para conhecer seres muito presentes neste entorno natural e patrimonial e geralmente muito associados a mitos, superstições e crenças ligadas ao sobrenatural.” 

A atividade está aberta a toda a população, em especial a famílias com crianças e jovens.

A iniciativa inclui uma farolada – um percurso noturno realizado com lanternas para observar animais – sendo necessário levar lanterna (preferencialmente de cabeça) e usar roupa e calçado adequados.

O Dia das Bruxas é o pretexto para este percurso interpretativo gratuito, mas com inscrição obrigatória, que terá como ponto de partida o Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins.

A Noite das Criaturas das Trevas é uma iniciativa independente que começou há cerca de 10 anos e este ano chega a Valença. A iniciativa é dinamizada anualmente em vários locais do país, para dar a conhecer a verdadeira importância destes animais e alertar para as principais ameaças à sua sobrevivência.

A iniciativa é da Câmara Municipal de Valença em colaboração com a Associação Palombar e o Grupo Noite das Criaturas das Trevas.


Saiba mais.

Pode obter mais informações junto do Centro de Interpretação do Mosteiro de Sanfins ou do Centro de Promoção do Rio Minho na Senhora da Cabeça, pelo telefone 251 800 331 ou e-mail: [email protected]

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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