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Guia da revista Wilder ensina a registar espécies selvagens perto de casa

04.08.2025
leitura de 2 minutos
um pisco de peito ruivo
Pisco-de-peito-ruivo. Foto: Christiane/Pixabay

Ajudar quem quer ajudar a fazer um levantamento das espécies de animais, plantas ou fungos de Portugal é o grande objetivo do novo guia digital “Guia para Registar as Espécies Selvagens à sua Porta”, lançado este mês pela Wilder.

O registo de espécies é uma atividade que não é de agora mas que hoje tem um carácter novo de urgência.

A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), tem 46.337 espécies ameaçadas de extinção, desde árvores, aves costeiras e até espécies mais comuns, como o ouriço-cacheiro.

Em Junho, investigadores da Universidade britânica de Reading alertaram que as alterações climáticas e a perda de habitat poderão causar a extinção de mais de 500 espécies de aves nos próximos 100 anos.

Como estão as espécies que conhecemos e como têm evoluído são grandes questões que a Ciência tenta responder. Mas a quantidade de dados necessária é enorme e os investigadores não os conseguem recolher sozinhos.

É aqui que entra a Ciência Cidadã, ou seja, envolver voluntários para recolher registos de espécies.

“O registo de espécies é uma forma que os cidadãos têm para ajudar a biodiversidade e a Ciência”, disse Helena Geraldes, jornalista da Wilder e uma das autoras do Guia. “O nosso objectivo é levar as pessoas a querer fazer parte deste movimento que já reúne centenas de voluntários em Portugal; além de ser muito útil é uma forma divertida e gratuita de fazer algo de bom no mundo.”

Ao longo das suas 33 páginas, o guia tem informação prática para ser aproveitada por cidadãos anónimos mas também por autarquias, organizações não governamentais, empresas ou grupos de cidadãos.

Com uma linguagem simples, o guia digital explica que dados se devem registar, o que levar para o campo, onde registar, como lançar um projeto novo de registo ou que iniciativas já existem e que precisam de ajuda, desde o censo à vaca-loura à monitorização de aves costeiras.

O mundo natural é o limite, podendo registar plantas, aves, escaravelhos, borboletas, cogumelos ou anfíbios. Há espaço para fazer listas de espécies do bairro ou sobre grupos menos registados e mais difíceis de observar.

“O conhecimento detalhado sobre as espécies, os seus habitats e as interações ecológicas é essencial para desenvolver estratégias de conservação”, comentou Patrícia Tiago, da plataforma Biodiversity4all. “A Ciência Cidadã, fortalecendo a ligação entre as comunidades locais e o conhecimento científico, pode desempenhar um papel crucial nesse processo, tornando-se uma ferramenta poderosa no envolvimento da sociedade, na protecção do nosso valioso património natural e na construção de um futuro sustentável para todas as formas de vida no planeta.”


Equipa Wilder

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