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Governo de Madrid distribui 600 quilos de alimentos para salvar fauna selvagem após incêndio

28.08.2025
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Raposa. Foto: Monicore/Pixabay

Medida visa garantir a sobrevivência de animais afetados pelo fogo em Souto de Viñuelas, floresta de carvalhos a Norte da cidade de Madrid. Até 4.500 quilos de comida deverão ser entregues nos próximos meses.

A Comunidade de Madrid já distribuiu 600 quilos de alimentos destinados à fauna autóctone de Três Cantos, uma das áreas mais afetadas por um incêndio florestal que começou a 11 de agosto, anunciaram ontem as autoridades.

A acção quer garantir a sobrevivência das espécies locais.

A operação está a cargo de técnicos do Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS) Félix Rodríguez de la Fuente, vinculado ao governo regional.

Além de distribuir alimentos, os especialistas também cuidam dos animais resgatados que permanecem em áreas seguras, próximas ao perímetro do incêndio.

Diariamente estão a ser levados feno, alfafa e rações para zonas onde a vegetação herbácea e arbustiva foi completamente destruída pelo fogo. Os pontos de alimentação beneficiam várias espécies, como gamos, corços, javalis, raposas, coelhos, lebres e aves de rapina — entre elas, a águia-imperial-ibérica, o milhafre-preto, o milhafre-real e o abutre-preto.

A maioria dos ungulados da região conseguiu escapar do incêndio. Imagens captadas por câmaras de foto-armadilhagem revelam que os animais têm utilizado os comedouros e bebedouros artificialmente abastecidos, tanto de dia como de noite. Para isso, já foram distribuídos cerca de 40 mil litros de água por meio de camiões-cisterna, evitando que os animais recorram a lagoas naturais contaminadas por cinzas.

O governo autonómico pretende continuar com a iniciativa até atingir os 4.500 quilos de alimentos distribuídos. O fornecimento de água também será mantido até que as chuvas do outono restabeleçam os recursos hídricos naturais e permitam a regeneração dos pastos locais.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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