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Desenho da semana: galeirões na Lagoa de Pataias

O ilustrador naturalista Marco Nunes Correia abre os seus cadernos de campo e mostra-nos o que o fascina na natureza portuguesa. São desenhos, esboços ou aguarelas onde regista as estações do ano. Uma por semana.

 

 

Num dia de final de Abril, Marco Nunes Correia foi até à Lagoa de Pataias, a maior zona húmida do concelho de Alcobaça, para observar a natureza e desenhar. E não foi sozinho. “Foi uma saída de campo com os alunos do curso livre de ilustração científica e desenho de natureza (IC&DN)”, acrescentou.

Escolheu fazer duas ilustrações, uma da lagoa (vista do lado norte) e outra dos animais que lá observou, neste caso, galeirões.

“Fiz um registo mais geral de enquadramento da paisagem, numa técnica relativamente rápida, sem esboço prévio. Primeiro com uma caneta de feltro com ponta de pincel e depois um toque azul de aguarela, na agua e no céu (mais diluído).”

 

 

Depois resolveu “registar um detalhe dos nenufares que, invariavelmente, se encontram no meio da lagoa, e duas vistas (lateral e frontal) da cabeça de um galeirão, fazendo parecer que este se desloca por entre as folhas de nenúfar”.

“Para registar este detalhe da Lagoa optei por um desenho a grafite, seguido de umas pinceladas de grafite aguarelável (pincel molhado e lápis grosso da marca Lyra).”

 

[divider type=”thick”]Saiba mais.

Marco Nunes Correia, de Alcobaça, é professor na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha. É membro do Grupo do Risco e especializou-se em desenho de natureza. 

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.