Como são os ovos de falcão-peregrino?

03.04.2025

Nesta primavera, a Wilder publica a série, “Como são?” que, todos os dias, lhe fala dos ovos de algumas das aves que nesta estação do ano nidificam no nosso país. As belíssimas ilustrações são de Lúcia Antunes, professora e ilustradora do Grupo do Risco.

O falcão-peregrino (Falco peregrinus) é uma ave de superlativos.

Antes de mais, é a ave mais rápida do mundo. E o seu voo picado, quando avista uma presa, é um dos grandes espectáculos da natureza.

Falcão-peregrino. Foto: Sumeet Moghe/WikiCommons

E depois é o maior falcão de Portugal, sendo que os machos têm entre 104 e 113 centímetros de envergadura de asa.

Esta ave, classificada como Vulnerável no nosso país, faz ninho em escarpas, edifícios ou árvores. Uma parte considerável da população nidificante deste falcão distribui-se ao longo da costa rochosa, segundo o livro Aves de Portugal – Ornitologia do território continental.

Normalmente, as posturas desta espécie são compostas por três ou quatro ovos que demoram cerca de 30 dias a incubar.

Ovo de falcão-peregrino. Ilustração: Lúcia Antunes

As crias estão aptas a começar a voar ao fim de entre 35 e 42 dias de vida. Tornam-se independentes passados mais dois meses, segundo os autores do mesmo livro.

Ovo de falcão-peregrino. Ilustração: Lúcia Antunes

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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