Nesta primavera, a Wilder publica a série, “Como são?” que, todos os dias, lhe fala dos ovos de algumas das aves que nesta estação do ano nidificam no nosso país. As belíssimas ilustrações são de Lúcia Antunes, professora e ilustradora do Grupo do Risco.
O falcão-peregrino (Falco peregrinus) é uma ave de superlativos.
Antes de mais, é a ave mais rápida do mundo. E o seu voo picado, quando avista uma presa, é um dos grandes espectáculos da natureza.
E depois é o maior falcão de Portugal, sendo que os machos têm entre 104 e 113 centímetros de envergadura de asa.
Esta ave, classificada como Vulnerável no nosso país, faz ninho em escarpas, edifícios ou árvores. Uma parte considerável da população nidificante deste falcão distribui-se ao longo da costa rochosa, segundo o livro Aves de Portugal – Ornitologia do território continental.
Normalmente, as posturas desta espécie são compostas por três ou quatro ovos que demoram cerca de 30 dias a incubar.
As crias estão aptas a começar a voar ao fim de entre 35 e 42 dias de vida. Tornam-se independentes passados mais dois meses, segundo os autores do mesmo livro.