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As andorinhas também fazem parte do Museu do Côa

15.06.2015
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Os visitantes ficam surpreendidos. Quem lá trabalha anda encantado. Todos os anos, vários casais de andorinhas voltam aos seus ninhos no edifício do Museu de Arte e Arqueologia do Côa. Mesmo que seja em cima de câmaras de vigilância.

 

Mário Reis é arqueólogo no Museu do Côa, estrutura inaugurada em 2010 em Vila Nova de Foz Côa. Todos os dias se encanta com as andorinhas que escolhem o museu para passar as Primaveras.

“Existem imensos ninhos de andorinha nas paredes externas do Museu, sobretudo de andorinhas dos beirais (Delichon urbicum)”, conta à Wilder. E no interior, ou seja em zonas abertas ao exterior mas na área útil do edifício, nomeadamente na garagem, na entrada subterrânea do restaurante e na entrada do Museu, “que eu tenha visto, há quatro (ninhos), dos quais pelo menos três estão ocupados este ano”. Mário acredita serem andorinhas dáuricas (Hirundo daurica) e andorinhas das chaminés (Hirundo rustica).

Especialmente curioso é o casal de andorinhas das chaminés que nidificaram numa câmara de vigilância em frente à porta do Museu.

 

Foto: Mário Reis
Foto: Mário Reis

 

Estes ninhos são “perfeitamente acessíveis ao olhar, por estar a cerca de três metros acima do solo na zona por onde as pessoas passam”, acrescenta. “Podemos dizer que as andorinhas são um grande êxito junto dos visitantes. A sua reacção é de enorme surpresa e contentamento, não porque as pessoas não conheçam andorinhas, mas porque é raro vê-las tão perto e numa situação algo inesperada”.

A maioria das pessoas que trabalham no Museu “acha imensa piada e gosta imenso de ter estes visitantes sazonais todos os anos. Até achamos que é uma pequena mais valia que contribui para fazer a diferença e tornar o Museu um local mais especial”.

As andorinhas começaram a fazer ninhos no edifício desde 2011, no primeiro ano a seguir à abertura. Desde então, “têm sido regularmente reocupados e refeitos todos os anos, embora não saibamos se sempre pelos mesmos casais”.

 

[divider type=”thin”]Agora é a sua vez.

Nesta Primavera, já descobriu ninhos de andorinha? Envie-nos as suas fotografias e conte-nos a sua história, como fez Mário Reis. Aqui fica o nosso email: [email protected]. Ficamos à espera!

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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