Novo programa Floresta Azul destina 1 milhão de euros a projetos de intervenção em áreas onde estes habitats podem ser encontrados.
O aviso do programa Floresta Azul – Restauro Ecológico de Pradarias Marinhas, gerido pelo Fundo Ambiental, foi aberto esta semana, com o objetivo de apoiar projetos no âmbito do restauro ecológico de pradarias marinhas, anunciou esta terça-feira o gabinete da ministra do Ambiente e Energia, numa nota de imprensa. Para os apoios a conceder às candidaturas que forem aprovadas, estão disponíveis um total de 1 milhão de euros.
O novo programa, publicado numa portaria em Diário da República no final de 2025, tem como alvo trabalhos ligados ao restauro de áreas potegidas na costa portuguesa e também em estuários e lagunas onde possam ser encontradas pradarias marinhas. O Parque Natural da Ria Formosa, a Reserva Natural do Estuário do Sado e áreas classificadas da Rede Natura 2000 são alguns exemplos, avança o Ministério do Ambiente.
As candidaturas podem ser feitas por “instituições de Ensino Superior, Centros de Investigação e outras entidades sem fins lucrativos, de reconhecido mérito técnico, científico e/ou comunitário, com atividade comprovada na área da conservação e restauro ecológico de pradarias marinhas”, indica também o gabinete de Maria da Graça Carvalho.
O mapeamento de pradarias marinhas e a avaliação do seu estado ecológico e a monitorização e cálculo da capacidade de sequestro de carbono são algumas das ações que poderão receber financiamento do Fundo Ambiental, além de outros estudos técnico-científicos. O novo programa abrange também intervenções físicas de conservação e restauro, a criação de áreas de viveiros e ações complementares de divulgação e educação ambiental.
“O programa Floresta Azul representa uma aposta vital na recuperação dos ecossistemas marinhos e no uso sustentável dos recursos naturais envolvendo as universidades e as comunidades locais”, afirma a ministra do Ambiente e Energia, citada na nota de imprensa.
“As pradarias marinhas são ecossistemas de elevada relevância ecológica, que desempenham funções essenciais de sequestro de carbono azul, mantêm a biodiversidade marinha, garantem a estabilização sedimentar e a proteção da zona costeira”, afirma também o gabinete, que acrescenta que a degradação destes habitats, causada por atividades humanas e pelo impacto das alterações climáticas, exige “uma resposta coordenada, baseada na ciência e alinhada com os compromissos nacionais e internacionais em matéria de biodiversidade e ação climática”.
A fase de candidaturas estará aberta por um período de 30 dias, a partir da data da disponibilização do formulário no portal do Fundo Ambiental. O aviso pode ser lido aqui.