O evento reunirá ONG, autoridades, pescadores, investigadores e outros agentes para tentar encontrar soluções tecnológicas e comunitárias contra as redes fantasma.
A 3 de outubro, o Campus da Penha da Universidade do Algarve (Faro) acolhe o II Simpósio Redes Fantasma & Conservação Marinha, organizado pela OPAA – Ocean Patrol Association, Conservation & Sustainability (Portugal) em colaboração com o Projeto “Redes Fantasma” (Suíça).
O encontro reunirá cerca de 70 participantes, incluindo ONG, comunidades piscatórias, universidades, empresas, autoridades marítimas, entre outros, para debater soluções práticas e escaláveis para tentar solucionar a problemática das redes fantasma.
“A cada ano, entre 500 000 e 1 milhão de toneladas de equipamento de pesca (conhecido como “redes fantasma”) são perdidas nos oceanos”, segundo a organização WWF. “Estima-se que isso represente cerca de 2 % do total de equipamentos utilizados, incluindo 2 963 km² de redes de emalhar, 75 049 km² de redes de cerco e 218 km² de redes de arrasto”, segundo um comunicado da OPAA que cita a revista ScienceResearchGate.
“Há cinco anos, ouvi pela primeira vez o termo “redes fantasma” aqui mesmo em Faro”, comentou Urs Endress (Suíça), coordenador do Projeto Redes Fantasma. “A minha reação inicial foi: “Parece um problema menor comparado com as alterações climáticas ou a perda de biodiversidade”. Mas depois comecei a aprofundar o tema […]. Uma vez no oceano, as redes fantasma começam a degradar-se em micro e nano plásticos, que entram na cadeia alimentar e acabam por afetar a nossa saúde, do cérebro ao coração. Vamos fazer algo em relação a isso. Vamos usar este simpósio para explorar o que podemos fazer, em conjunto, para enfrentar esta crise silenciosa.”
O simpósio vai apresentar soluções em desenvolvimento como o uso de bóias localizadoras de baixo custo para utilização ao longo da costa ou métodos de deteção por sonar para facilitar as operações de recuperação.
As inscrições para o simpósio são gratuitas mas obrigatórias.