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Faro recebe II Simpósio Redes Fantasma e Conservação Marinha a 3 de outubro

25.09.2025
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Foto: Pexels/Pixabay

O evento reunirá ONG, autoridades, pescadores, investigadores e outros agentes para tentar encontrar soluções tecnológicas e comunitárias contra as redes fantasma.

A 3 de outubro, o Campus da Penha da Universidade do Algarve (Faro) acolhe o II Simpósio Redes Fantasma & Conservação Marinha, organizado pela OPAA – Ocean Patrol Association, Conservation & Sustainability (Portugal) em colaboração com o Projeto “Redes Fantasma” (Suíça).

O encontro reunirá cerca de 70 participantes, incluindo ONG, comunidades piscatórias, universidades, empresas, autoridades marítimas, entre outros, para debater soluções práticas e escaláveis para tentar solucionar a problemática das redes fantasma.

“A cada ano, entre 500 000 e 1 milhão de toneladas de equipamento de pesca (conhecido como “redes fantasma”) são perdidas nos oceanos”, segundo a organização WWF. “Estima-se que isso represente cerca de 2 % do total de equipamentos utilizados, incluindo 2 963 km² de redes de emalhar, 75 049 km² de redes de cerco e 218 km² de redes de arrasto”, segundo um comunicado da OPAA que cita a revista ScienceResearchGate.

“Há cinco anos, ouvi pela primeira vez o termo “redes fantasma” aqui mesmo em Faro”, comentou Urs Endress (Suíça), coordenador do Projeto Redes Fantasma. “A minha reação inicial foi: “Parece um problema menor comparado com as alterações climáticas ou a perda de biodiversidade”. Mas depois comecei a aprofundar o tema […]. Uma vez no oceano, as redes fantasma começam a degradar-se em micro e nano plásticos, que entram na cadeia alimentar e acabam por afetar a nossa saúde, do cérebro ao coração. Vamos fazer algo em relação a isso. Vamos usar este simpósio para explorar o que podemos fazer, em conjunto, para enfrentar esta crise silenciosa.”

O simpósio vai apresentar soluções em desenvolvimento como o uso de bóias localizadoras de baixo custo para utilização ao longo da costa ou métodos de deteção por sonar para facilitar as operações de recuperação.

As inscrições para o simpósio são gratuitas mas obrigatórias.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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