Os vencedores da 15ª edição foram anunciados na noite desta sexta-feira, na abertura do festival InSitu.
O prémio de Fotógrafo de Natureza do Ano foi atribuído a Jorge Costa, também vencedor do primeiro lugar na categoria Mamíferos, por uma fotografia noturna que retrata uma marta (Martes martes) no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
O vencedor principal desta edição arrecada 1500 euros, parte de prémios no valor total de quase 9500 euros repartidos pelos vencedores de cada categoria, incluindo material fotográfico para os segundos lugares. Foram ainda atribuídas várias menções honrosas.
O juri deste ano é constituído pelo português Nuno Cabrita, o espanhol Jaime Culebras e o alemão Sascha Fonseca. Estes três especialistas em imagem de vida selvagem tiveram a tarefa de encontrar as melhores fotos nas 11 categorias a concurso: Paisagem; Aves; Mamíferos; Flora e Fungos; Répteis e Anfíbios; Invertebrados; Fotografia Subaquática; Arte Fotográfica; Homem e Natureza – O impacto dos incêndios nos ecossistemas; Parque Natural Local Vouga-Caramulo; Jovem Fotógrafo do Ano. Esta última categoria abrangeu participantes até aos 17 anos de idade.
Fique a conhecer as imagens vencedoras da edição deste ano, que até ao final de fevereiro ficam em exposição no Museu Municipal de Vouzela.
Fotógrafo de Natureza do Ano e Categoria Mamíferos

Contactado pela Wilder, Jorge Costa, 41 anos, explicou que foi em outubro de 2024 que captou esta imagem de uma marta na serra do Gerês, recorrendo a fotoarmadilhagem. “Naquela zona, a marta é um dos animais com mais abundância”, disse, acrescentando que não foi por acaso que escolheu como cenário de enquadramento o medronheiro por trás do qual o animal surge meio escondido. É que “troncos com aquela grossura numa espécie dessas não são normais”, sublinha.
Conciliar a fotografia de natureza com o trabalho numa firma do ramo automóvel tem sido “muito difícil”, nota Jorge Costa, que mora em Famalicão, no distrito de Braga. Trabalha por turnos numa empresa de componentes para pneus, seis dias de cada vez seguidos por dois dias de folga. Quanto aos horários que cumpre, vão mudando sempre de semana para semana.
Ainda assim, apesar do esforço para se adaptar, é fácil perceber que dedica boa parte do tempo livre a fotografar ao ar livre. “Quando estamos a montar o equipamento [de fotoarmadilhagem], por exemplo uma máquina, dois flashes e um sensor, temos de imaginar como é que poderá ficar o resultado final. Às vezes, são necessárias três horas para colocar tudo no lugar, para conseguir o enquadramento”, comenta o vencedor do prémio de Fotógrafo de Natureza do Ano.
Na edição do ano passado, recebeu uma menção honrosa pela fotografia de um gato-bravo (Felis silvestris), espécie ameaçada de extinção em Portugal, com o estatuto Em Perigo. Estima-se que existem hoje menos de uma centena destes felinos selvagens em território nacional.
Categoria Paisagem

Categoria Aves

Categoria Flora e Fungos

Categoria Répteis e Anfíbios

Categoria Invertebrados

Categoria Fotografia Subaquática

Categoria Arte Fotográfica

Categoria Homem e Natureza – O impacto dos incêndios nos ecossistemas

Categoria Parque Natural Local Vouga-Caramulo

Categoria Floema Jovem Fotógrafo do Ano

Saiba mais.
Recorde quais foram os vencedores da edição anterior do concurso TotalEnergies, aqui.