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Cinco razões para visitar o Insitu – Festival de Imagem de Natureza de Vouzela

04.02.2026
leitura de 3 minutos
Foto: João Rodrigues

A quinta edição arranca esta sexta, dia 6, e prolonga-se até domingo. A Wilder falou com Pedro Alves, da organização do festival, e conta-lhe o que vai acontecer.

Desde 2022 que o município de Vouzela, no distrito de Viseu, realiza o Insitu, um festival dedicado à imagem de natureza que tem como um dos grandes objetivos fomentar uma comunidade de fotógrafos e videógrafos dedicados à vida selvagem em Portugal. Sedeado no Cineteatro João Ribeiro, este evento nasceu da reformulação do Cinclus, que já ali acontecia desde 2011.

Apesar das tempestades que têm assolado o país, Pedro Alves, biólogo e fotógrafo de natureza ligado à organização do InSitu, explicou à Wilder que tudo o que está no programa, incluindo os eventos no exterior, continua agendado. Pelo menos para já.

Fique a conhecer cinco factos sobre a sexta edição:

1. Quem são os oradores convidados?

Nuno Cabrita, Carlos PontesTiago Mateus (grande vencedor do concurso de fotografia, em 2025), Daniel Santos, Sascha Fonseca, Jaime Culebras, Sílvia Ribeiro e Hugo Amador.

2. De que temas se vai falar?

Serão abordados assuntos muito diversos, focados na área da fotografia de natureza. No sábado, dia 7, Hugo Amador (vencedor em duas categorias na edição de 2025) vai falar sobre macrofotografia; Sílvia Ribeiro, médica, recorda a sua jornada fotográfica no continente africano; o investigador e fotógrafo de conservação espanhol Jaime Culebras explica como podemos colocar a fotografia e a ciência ao serviço da conservação; Sascha Fonseca, fotógrafo alemão de vida selvagem, filho de pai português, aborda a sua experiência com os grandes felinos.

Já no domingo à tarde, Tiago Mateus recordará as suas viagens a La Palma, onde tem realizado várias oficinas de fotografia inspiradas pelas belas paisagens vulcânicas desta ilha das Canárias; Carlos Pontes vai transmitir as suas vivências a fotografar o lobo-ibérico no Gerês e Nuno Cabrita apresentará a palestra “Contos numa Natureza Próxima”. Quanto a Jaime Culebras, recordará as suas experiências a fotografar as minúsculas e curiosas rãs-de-vidro, na América do Sul.

3. O que mais podemos fazer além das palestras?

O festival inicia-se esta sexta à noite com a entrega dos prémios da mais recente edição do “TotalEnergies – Fotógrafo de Natureza do Ano” e do “Floema Jovem Fotógrafo do Ano”. Serão também entregues os prémios de fotografia e pintura de natureza do Concurso Juvenil Insitu, dirigido aos estudantes nas escolas do concelho. Além das várias exposições paralelas que inauguram entre sexta e sábado (ler mais abaixo), vai ser possível assistir à apresentação do livro e documentário “Salamandra Dourada”, com Daniel Santos, no sábado de manhã.

No sábado ao início da tarde, realiza-se um painel com alguns dos vencedores do concurso de fotografia, que irão falar sobre as histórias que estão por trás dessas imagens. Mais tarde, pelas 18h45, está prevista a mesa redonda “The Cost Behind an Image” (em português, “O Custo por Trás de uma Imagem”), dedicada não apenas às despesas financeiras desta atividade, mas também a outros preços que se pagam. “Por exemplo, custos emocionais, familiares, ou a questão da frustração”, explica Pedro Alves. Essa sessão conta com Sílvia Ribeiro, Nuno Cabrita, Sascha Fonseca e Jaime Culebras. Segue-se um jantar-convívio na Casa das Ameias – Museu das Portas.

Durante o fim-de-semana, estão previstos ainda três passeios fotográficos, dois dos quais ainda têm vagas: ao Alto de Farves (sábado de manhã, com Tiago Mateus) e na Rota de Água (domingo de manhã, com João Ferreira e Nuno Campos). Restam também alguns lugares vagos nas duas masterclasses de domingo à tarde, sobre macrofotografia nos trópicos (Jaime Culebras) e sobre armadilhagem fotográfica para a vida selvagem (Sascha Fonseca). Para participar, tanto nos passeios como nas masterclasses, é necessária uma pré-inscrição.

4. Que exposições é possível visitar?

Ao longo destas próximas semanas, vai ser possível conhecer várias exposições de fotografia de natureza ligadas à realização do festival. Logo na sexta-feira são inauguradas as mostras das imagens vencedoras dos concursos de fotografia, “Floema Jovem Fotógrafo do Ano” e “TotalEnergies Fotógrafo de Natureza do Ano 2026”, no Museu Municipal de Vouzela. Neste mesmo dia, arranca a exposição “Porque quem gosta, CUIDA!”, da autoria do fotógrafo Nuno Campos (rua Comendador Correia de Almeida). No dia seguinte de manhã, tem início a exposição coletiva “Endémico: Répteis Terrestres de Portugal” (Praça Conselheiro Morais de Carvalho). Prevista está ainda uma mostra com os vários trabalhos de pintura de natureza e fotografia que foram vencedores do Concurso Juvenil Insitu.

5. A entrada é gratuita? 

Com exceção do jantar-convívio, todas as atividades são gratuitas. Quase todas são também de inscrição não obrigatória, exceto os passeios fotográficos e as masterclasses.


Saiba mais.

Veja aqui o programa completo do festival e fique a saber mais sobre cada uma das atividades nas redes sociais do Insitu (Facebook e Instagram).

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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