O encontro preparatório da conferência climática teve início esta quinta-feira na cidade de Belém, na Amazónia, com a presença de cerca de 60 chefes de Estado e de Governo.
O objetivo deste encontro de líderes é definir as bases do trabalho dos negociadores durante o encontro principal, entre segunda-feira, dia 10, e dia 21 de novembro, indica a agência noticiosa EFE Verde.
A reunião vai estar dividida numa sessão plenária, com a presença de todos os envolvidos, e ainda três equipas de trabalho que terão temas diferentes: “transição energética”, “revisão do Acordo de Paris” e também “clima e natureza”.
De acordo com fontes oficiais brasileiras, o primeiro-ministro português Luís Montenegro é um dos chefes de Estado e de Governo presentes, juntamente com Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia), Emmanuel Macron (França), Friedrich Merz (Alemanha), Pedro Sánchez (Espanha), Keir Starmer (Reino Unido) e Ahmed al Sharaa (Síria).
Tanto o presidente da China, Xi Jinping, como o dos Estados Unidos, Donald Trump, não aceitaram o convite do presidente brasileiro, Lula da Silva, apesar de serem líderes de dois dos países mais poluidores do mundo, que mais contribuem para a clise climática. Enquanto que a China será ainda assim representada pelo vice-primeiro-ministro, Ding Xuexiang, da parte norte-americana não se esperam responsáveis da Casa Branca.
Na abertura da cimeira, o secretário-geral da ONU alertou que a falta de ação imediata está a colocar em risco o futuro das próximas gerações, ameaçando a estabilidade dos ecossistemas e a economia mundial. António Guterres considerou que é uma “negligência mortal” o atraso global contra as alterações climáticas e alertou que os atuais esforços continuam a ser insuficientes para travar um aumento da temperatura acima do nível crítico de 1,5ºC.