O leitor Gustavo Lourencio encontrou este esquilo na Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira, a 15 de agosto e quis confirmar a espécie e dar conta deste registo. Francisco Álvares responde.
“Avistei no último dia 15/08/2025, por volta de 13h23, um esquilo na localidade da Póvoa de Santa Iria, conselho de Vila Franca de Xira, mais precisamente na Av. Prof. Dr. Egas Moniz”, escreveu o leitor à Wilder.

Trata-se de um esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris).
Espécie identificada e texto por: Francisco Álvares, investigador do CIBIO-InBIO, especializado em mamíferos carnívoros.
Confirmo que se trata de um esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris), uma espécie que se encontrava extinta em Portugal mas que, desde a década de 1990, tem vindo a expandir-se em Portugal, como resultado da recolonização natural de indivíduos provenientes do noroeste de Espanha e de alguns projetos de reintrodução em parques urbanos (como por exemplo em Gaia, Coimbra e Lisboa).
Atualmente, o esquilo vermelho ocorre em toda a região norte e centro do país, incluindo alguns registos pontuais a sul do rio Tejo (nomeadamente na região do Ribatejo, Alto Alentejo e vale do rio Sado), o que sugere uma contínua expansão da espécie para o sul de Portugal, ainda com reduzidas densidades e com os limites geográficos mal conhecidos.
Os esquilos vermelhos são a única espécie de esquilos presente em Portugal.
São facilmente identificados pela sua cauda felpuda e pelos tufos de pêlos das orelhas.
Já a sua coloração pode variar desde o mais acinzentado para o preto. Por isso, o nome “vermelho” pode induzir em erro.
As pinhas são o alimento preferido destes animais. Quando não são consumidas no momento em que são encontradas, podem ficar armazenadas em buracos ou no solo, para serem comidas mais tarde. No entanto, o que acontece muitas vezes é que ficam esquecidas. O esquilo torna-se assim num importante dispersor de sementes e, desta forma, desempenha um papel muito importante na regeneração e manutenção das nossas florestas.
Agora é a sua vez.
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