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Nascidos mais três golfinhos-roazes no estuário do Sado

01.10.2026
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cria de golfinho roaz com a cabeça fora de água
Cria da Pirata, nascida em junho de 2026 no estuário do Sado. Foto: ICNF

Anúncio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas foi feito esta quinta-feira, no dia em que se comemora o aniversário da criação da Reserva Natural do Estuário do Sado, criada há 46 anos.

O golfinho-roaz (Tursiops truncatus), também conhecido como roaz-corvineiro, é o símbolo e também um dos valores naturais “mais emblemáticos” da Reserva Natural do Estuário do Sado, que foi criada há 46 anos, a 1 de outubro de 1980, ocupando uma área de quase 24.000 hectares, afirma o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), numa nota de imprensa.

Em 2026, nasceram três novas crias desta espécie na comunidade residente que habita o estuário do Sado, em meses consecutivos: as duas primeiras em junho, filhas das fêmeas Moisés e Pirata, respetivamente; e a terceira, filha da fêmea Todi, nasceu em agosto. 

Cria da Moisés, nascida em junho de 2026 na comunidade de golfinhos-roazes do estuário do Sado. Foto: ICNF

“A população residente de roaz-corvineiro no Estuário do Sado passa assim a contar com 25 indivíduos, dos quais 12 machos, oito fêmeas e cinco cujo sexo ainda não foi determinado”, indica o ICNF. 

Em Portugal é possível observar golfinhos ao longo de toda a costa, mas esta é a única população residente de golfinhos num estuário português e uma das poucas na Europa. A sua conservação “está intimamente ligada à proteção do estuário e dos seus habitats”, sublinha também o instituto que em Portugal gere a conservação da natureza.

O anúncio de novas crias costuma realizar-se apenas alguns meses depois do nascimento, uma vez que “é necessário confirmar a sua sobrevivência, desenvolvimento e integração na população.” 

Cria e fêmea adulta de golfinho roaz com as cabeças fora de água
Golfinho-roaz nascido em julho de 2026, cria de Todi. Foto: ICNF

Quando adultos, os golfinhos-roazes podem ter entre dois a quatro metros de comprimento e pesar entre 150 a 600 quilos. Alimentam-se de tainhas, carapaus, sardinhas, anchovas, enguias, chocos, lulas e alguns crustáceos. Costumam viver até aos 50 anos de idade.

À semelhança de anos anteriores, os nomes das três novas crias vão ser escolhidos por alunos do 1.º ciclo de escolas dos concelhos que integram a Reserva: Setúbal, Palmela, Alcácer do Sal e Grândola.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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