Borrelho-de-coleira-interrompida. Foto: Matteo Marnati

Que espécie é esta: borrelho-de-coleira-interrompida

O leitor Matteo Marnati fotografou esta ave a 7 de Maio na Póvoa de Santa Iria e quis saber qual a espécie. Gonçalo Elias e Afonso Rocha respondem.

“Fotografei estas aves a 7 de Maio na Póvoa de Santa Iria. Gostaria que me confirmassem a espécie por favor. Reparei também nos três anéis de identificação e queria perguntar se podem fornecer alguma informação sobre, por exemplo, a proveniência”, escreveu o leitor à Wilder.

Tratam-se de borrelhos-de-coleira-interrompida Anarhynchus alexandrinus (o nome científico era Charadrius alexandrinus mas foi recentemente alterado).

Espécie identificada por: Gonçalo Elias, responsável pelo portal Aves de Portugal

São borrelhos-de-coleira-interrompida Anarhynchus alexandrinus (o nome científico era Charadrius alexandrinus mas foi recentemente alterado).

Segundo Afonso Rocha, um dos responsáveis do Grupo de Anilhagem do Estuário do Tejo, esta ave é um borrelho que se reproduziu nas salinas do Samouco (Alcochete) e agora está na outra margem do estuário.

De acordo com o historial deste borrelho reunido por aquele Grupo, a ave – um macho – foi anilhada a 5 de Julho de 2021 no Samouco. Desde então voltou a ser vista três vezes: uma em 21 de Janeiro de 2023 também no Samouco, a segunda vez a 27 de Abril de 2024 na Póvoa de Santa Iria (Vila Franca de Xira) e agora, a 7 de Maio de 2024 também na Póvoa de Santa Iria, pelo leitor Matteo Marnati.

Esta observação passou com a fazer parte do historial deste borrelho.

O borrelho-de-coleira-interrompida ocorre ao longo de toda a costa portuguesa, durante todo o ano.

Tem uma coleira incompleta no pescoço, patas escuras e uma barra branca nas asas, que é visível em voo. Na época de reprodução, os machos têm uma coroa acastanhada e uma barra preta na testa.

Reproduz-se na primavera/verão, nidificando sobretudo em salinas, embora também possa fazer o ninho nas dunas das praias, no chão.

Na verdade, “a perturbação dos locais de nidificação pelos veraneantes e a predação por cães são duas das principais ameaças a esta espécie, classificada como Pouco Preocupante em Portugal continental mas Criticamente em Perigo na Madeira, onde é conhecido por rolinha-da-praia. Outra ameaça importante é o abandono e reconversão das salinas para outras práticas, que tem vindo a reduzir os seus locais de nidificação”, segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).


Agora é a sua vez.

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