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Dezenas de peritos pedem uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha

03.06.2026
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Foto: Pexels/Pixabay

Cientistas, organizações da sociedade civil, empresas ligadas ao mar e cidadãos lançaram um manifesto onde apelam à proteção urgente dos ecossistemas marinhos e à criação de uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha com horizonte até 2040.

O “Manifesto de Milfontes – Pelo Futuro das Florestas Marinhas de Portugal” foi desenvolvido no âmbito de uma reunião científica realizada em Vila Nova de Milfontes, durante o passado fim-de-semana e enquadrada no Festival das Florestas Marinhas 2026. O encontro reuniu especialistas de várias universidades e centros de investigação nacionais, organizações ambientais, representantes da sociedade civil e operadores ligados ao mar.

O documento, que conta com quase 80 signatários até agora, alerta para a degradação crescente das florestas marinhas portuguesas, incluindo pradarias marinhas, florestas de macroalgas, jardins de corais e esponjas e outros habitats. Estes, sublinham, são “essenciais para a biodiversidade, produtividade pesqueira, proteção costeira, regulação climática e resiliência ecológica do oceano”.

Os subscritores do Manifesto alertam que muitos ecossistemas marinhos podem ultrapassar limites ecológicos de não retorno, tornando a recuperação extremamente difícil, lenta ou mesmo impossível à escala temporal humana.

O documento pede, por exemplo, a criação de programas nacionais de mapeamento monitorização ecológica marinha de longo prazo, a promoção de estratégias de restauro ecológico sustentáveis e o reforço do financiamento à investigação marinha.

O manifesto vai ser enviado ao Presidente da República, Governo, Assembleia da República, instituições científicas, autarquias, organizações da sociedade civil e outras entidades nacionais relevantes. 

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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