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A Borboleta do Ano 2017 em Espanha chama-se Apolo

07.02.2017
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Foto: Björn S./Wiki Commons

Chama-se borboleta apolo (Parnassius apollo) e arrecadou mais de 50% dos votos numa eleição online aberta a todos os interessados, que contou com 700 participantes.

 

A eleição da Borboleta do Ano é organizada pela associação espanhola Zerynthia, que se dedica à conservação de borboletas diurnas e nocturnas em território espanhol.

O objectivo é eleger todos os anos uma entre as várias borboletas mais ameaçadas em Espanha, de forma a que a associação concentre “uma parte dos esforços na divulgação, estudo e protecção” dessa espécie.

Para 2017, a apolo foi a espécie escolhida, entre um total de quatro que foram a votos.

“A votação foi clara, dado o facto de se tratar de uma borboleta ameaçada por vários factores, entre os quais se destacam as alterações climáticas”, nota a associação espanhola.

Em Espanha, a borboleta apolo ocorre na parte elevada dos principais sistemas montanhosos, até 2.000 metros acima do nível do mar, e está ligada a climas alpinos ou com características semelhantes. Mede entre 7 e 8,4 centímetros.

 

Foto: Richtibucto/Wiki Commons

 

“Trata-se de uma espécie que até recentemente sofreu um excesso de recolhas, motivo que levou ao seu desaparecimento de alguns pontos da Europa e provavelmente de Espanha”, indica a associação.

Por outro lado, também as alterações climáticas e a construção de algumas infraestruturas que alteram o habitat desta espécie, como estâncias de esqui, podem estar a contribuir para as perdas de população nos dias de hoje.

Em questão está o desaparecimento da borboleta apolo na serra de Gádor (zona de Almeria, na Andaluzia) e de várias localidades no Sul do País Basco, que aconteceu nas últimas décadas, nota a Zerynthia.

Durante os próximos meses, a associação quer dar a conhecer esta espécie, com a realização de saídas de campo nos locais onde ocorre, em Espanha, como é o caso dos Pirinéus, Serra Nevada e Picos da Europa.

Em Portugal, não há registos desta borboleta, que se pode encontrar em vários países da Europa e da Ásia, como a Áustria, Alemanha, França e Itália.

Esta foi a segunda votação organizada pela associação Zerynthia, depois da eleição da borboleta isabelina (Actias isabelae) como Borboleta do Ano 2016.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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