Helena Freitas. Foto: D.R.

Helena Freitas vence Prémio Ernst Haeckel 2024

Helena Freitas, professora catedrática de ecologia no Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra e é coordenadora do Centro de Ecologia Funcional, venceu o prémio Ernst Haeckel que se destina a homenagear um(a) ecólogo(a) pela sua contribuição para a ciência ecológica europeia.

Helena Freitas, professora catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) venceu o Prémio Ernst Haeckel 2024, galardão atribuído pela Federação Europeia de Ecologia, foi anunciado a 10 de Dezembro. Segundo esta federação, Helena Freitas “é uma cientista portuguesa com um percurso notável na investigação sobre Ecologia”.

Este prémio, atribuído pela primeira vez em 2011, destina-se a homenagear um(a) ecólogo(a) pela sua contribuição notável para a ciência ecológica europeia. A candidatura ao prémio foi proposta pela Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO).

Para a escolha do premiado, cada organização membro da Federação é convidada a submeter uma candidatura ao Prémio Ernst Haeckel.

A professora da FCTUC, tal como todos os anteriores vencedores deste prémio internacional, será agora convidada a proferir uma palestra plenária de abertura no Congresso bienal da Federação e também recebe um certificado e uma medalha.

Helena Freitas – que obteve uma das primeiras teses de doutoramento em Ecologia em Portugal (1993), sobre as respostas das plantas em ambientes extremos – é o segundo candidato premiado que a SPECO propõe. O primeiro foi atribuído a Miguel Bastos Araújo, no ano 2018.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.