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Bruxelas quer uniformizar seguimento de polinizadores para melhor os recuperar

28.11.2025
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Borboleta cauda-de-andorinha (Papilio machaon). Foto: Charles J. Sharp/WikiCommons

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira, dia 26 de novembro, um novo método de monitorização padronizado para garantir que os Estados-Membros possam acompanhar as populações de polinizadores de forma eficiente.

O grande objetivo do Esquema de Monitorização de Polinizadores da União Europeia (UE) é ajudar os Estados-Membros a reverter o declínio das populações de polinizadores até 2030.

Esta é, na verdade, uma meta fundamental do Regulamento Europeu para o Restauro da Natureza (NRR), um compromisso europeu para proteger a biodiversidade, garantir a segurança alimentar e reforçar a resiliência da natureza.

Com mais de 80% dos habitats naturais atualmente em mau estado, o NRR visa restaurar urgentemente a natureza degradada da Europa e, assim, proteger os muitos serviços dos ecossistemas — incluindo a polinização — dos quais dependem a nossa economia, saúde e qualidade de vida.

“Um elemento fundamental para um restauro eficaz da natureza é a disponibilidade de uma monitorização fiável, rápida e comparável, que permita avaliar o estado atual e o impacto das medidas adoptadas”, escreve a Comissão em comunicado.

Para garantir que todos os Estados-Membros possam monitorizar as populações de polinizadores de forma eficiente e eficaz, a Comissão está a disponibilizar um método padronizado e baseado na ciência para monitorizar a diversidade e abundância de polinizadores.

“Este quadro comum garante que os dados anuais recolhidos em todos os territórios nacionais são comparáveis e fiáveis, proporcionando uma visão clara do progresso em direção ao objetivo de 2030.”

Além disso, recorda, “reduz também os encargos administrativos a nível nacional, permitindo que as autoridades se concentrem na implementação e nas ações de restauro”.

Bruxelas sublinha que o declínio dos polinizadores não é apenas uma preocupação ambiental, mas também um desafio para a sociedade.

“80% das nossas culturas alimentares e das plantas silvestres com flor dependem da polinização, mas uma em cada três espécies de abelhas, borboletas e moscas-das-flores está em declínio, e uma em cada dez espécies de abelhas e borboletas encontra-se ameaçada de extinção.”

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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