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Aprovada primeira vacina do mundo para impedir a clamídia nos coalas

12.09.2025
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Foto: Photoholgic/Unsplash

A doença é uma das maiores ameaças para esta espécie em risco de extinção. A nova vacina recebeu “luz verde” das autoridades australianas.

A primeira vacina para a clamídia dos coalas foi aprovada pelo regulador de medicina veterinária australiano, anunciou a Universidade de Sunshine Coast (UniSC), responsável por este projeto.

Os investigadores demoraram mais de 10 anos a desenvolver a nova vacina. A clamídia pode causar infeções urinárias dolorosas, infertilidade, cegueira e mesmo a morte de coalas. Nas populações selvagens, essa doença é a causa da morte de cerca de metade destes animais, que são considerados em risco de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

“Algumas colónias selvagens [de coalas], com taxas de infeção tão altas como 70%, estão a aproximar-se da extinção a cada dia que passa”, afirmou Peter Timms, líder da equipa que desenvolveu a vacina e professor da UniSC. “Estávamos determinados a fazer o trabalho duro para passarmos da fase de pesquisa para esta etapa vital: um produto veterinário aprovado de elevada qualidade que pode ser agora usado em hospitais de vida selvagem, clínicas veterinárias e na natureza, para proteger os coalas mais ameaçados.”

Até agora, os antibióticos eram o único tratamento disponível em caso de doença, mas estes medicamentos têm um efeito negativo complicado: podem perturbar o sistema digestivo dos coalas e a sua alimentação à base de folhas de eucalipto, das quais dependem, podendo conduzir à morte dos animais. Também não impedem infeções futuras.

A vacina está a ser produzida em parceria com uma companhia australiana, a Tréidlia Biovet. Peter Timms explicou que ainda há muito trabalho para fazer, incluindo conseguirem mais financiamentos e doações que permitam a distribuição do novo produto por todo o país, para chegar a todas as populações em risco.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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