O leitor Luís Barroso fotografou este sapo na ribeira do Magoito a 24 de abril e gostava de saber a que espécie pertence. Rui Rebelo responde.
“Os meus parabéns e obrigado pelo vosso trabalho em prol da educação e defesa do património natural! Não tendo encontrado a forma de o fazer directamente através do vosso site, venho solicitar a vossa ajuda na identificação da espécie observada na ribeira do Magoito e cujas fotos anexo”, escreveu o leitor à Wilder.


Tratar-se-á de um sapo-comum (Bufo spinosus).
Espécie identificada e texto por: Rui Rebelo, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Este sapito acabou de se metamorfosear e passar a terra. É muito provavelmente o nosso sapo-comum, Bufo spinosus, e vai crescer até se tornar na maior espécie de sapo da Península Ibérica, podendo ultrapassar os 21 cm!
Há outro bufonídeo em Portugal, o sapo-corredor, Epidalea calamita. Os recém-metamorfoseados são igualmente pequenos e pode haver alguma confusão para identificar as duas espécies em animais tão pequenos.
Neste caso tenho quase a certeza que se trata do sapo-comum, mas não é absoluta.
Uma boa dica é o habitat aquático mais próximo, onde provavelmente este metamorfoseado passou a sua fase de girino. Se é um rio ou ribeiro, é quase de certeza o sapo-comum. Se é um charco de ligação a rios é mais provável que seja o sapo-corredor.
Agora é a sua vez.
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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.