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Que espécie é esta: escorpião

30.07.2022
leitura de 1 minuto
Foto: Jorge Ribeiro

O leitor Jorge Ribeiro encontrou a 29 de Julho um escorpião na Praia da Galé, no Algarve, e pediu ajuda para saber qual a espécie e sobre o que fazer. Pedro Sousa responde.

 

“Encontrei um escorpião na Praia da Galé no Algarve”, explicou Jorge Ribeiro, na mensagem enviada à Wilder, acrescentando que o tinha capturado num frasco. “Gostaria de saber se é venenoso e se é autóctone, pois nesse caso libertá-lo-ei. Caso não seja, aguardo indicações para o que devemos fazer.”

Trata-se de um escorpião autóctone do género Buthus.

Espécie identificada e texto por: Pedro Sousa, investigador do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos).

É um escorpião autóctone, sem dúvida.

Várias espécies novas do género Buthus foram descritas nos últimos anos para Portugal e Espanha, mas ainda há dúvidas sobre algumas.

Todos os escorpiões podem injectar veneno com o aguilhão que têm na ponta da cauda. A “cauda” é na verdade um prolongamento do abdómen chamado de metassoma.

Nos escorpiões o tubo digestivo prolonga-se pela cauda e o ânus localiza-se imediatamente antes do “último segmento”, onde estão as glândulas que produzem o veneno e o aguilhão que o injecta.

Os escorpiões passam o dia abrigados em tocas ou abrigos temporários. Portanto, o melhor será este escorpião ser libertado de forma segura, sem que o leitor arrisque ser picado, e se houver possibilidade, junto ao local onde foi encontrado, pois deve ser aí que tem o seu abrigo.

 


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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