Ilustração Pedro Salgado

Peixe da semana: peixe-porco

Todas as sextas-feiras chega à Wilder um novo peixe marinho, criado pelo biólogo e ilustrador naturalista Pedro Salgado, dando forma a um catálogo ilustrado de espécies fascinantes.

Nome comum: Peixe-porco

Nome científico: Balistes capriscus

Data de criação: 2016 (Do Mar ao Prato — IPL, MARE)

Técnica usada: grafite, pó de maquilhagem, tinta da china, guache

Dimensão: 20 x 30 aproximadamente

Mais sobre esta espécie: O peixe-porco, que vive no oceano Atlântico, é uma espécie da família Balistidae que foi descrita para a Ciência em 1789 pelo naturalista alemão Johann Friedrich Gmelin.

O seu nome advém do som que emite ao ser removido da água, parecendo-se muito com o som de um porco.

Tem pele rígida acinzentada e as suas escamas formam um padrão com tons azulados. Tem também pequenas manchas azuis claras na metade superior do corpo e extremidades medianas e linhas curtas irregulares no ventre. Os seus olhos e boca são pequenos.

Estes peixes, que se encontram presentes em Portugal na costa continental e nas ilhas, são normalmente animais solitários mas também podem ser encontrados em pequenos grupos.

Podem viver até aos 13 anos e medem entre 40 e 60 centímetros. O seu peso pode chegar aos dois quilos.

São predadores diurnos e alimentam-se, principalmente, de camarões, caranguejos, ouriços do mar, estrelas do mar, pepinos do mar e bivalves.


Saiba mais aqui sobre a série “Peixe da Semana”.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.