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Entre abelhas, borboletas, aves e não só, novo guia dá-nos a conhecer os polinizadores de Portugal

17.10.2025
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Tracinha-do-rosmaninho (Pyrausta acontialis). Foto: Simão Mateus

Obra destinada a cientistas, estudantes e entusiastas da biodiversidade é lançada este sábado, dia 18, na Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) apresenta este sábado, dia 18, o novo Guia de Polinizadores de Portugal. O lançamento realiza-se na Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, com começo às 11h00, e é aberto a toda a comunidade. 

Esta publicação é um dos resultados do projeto PolinizAÇÃO e “surge com o objetivo de inspirar, sensibilizar e envolver todos os cidadãos na conservação dos polinizadores – organismos essenciais à vida”, explica uma nota de imprensa da FCTUC. A obra contou com a colaboração de 26 investigadores e especialistas nacionais em entomologia e botânica.

“Trata-se de um guia que é claramente destinado a entomólogos, mas que está também adaptado para outros profissionais ligados a esta área, alunos de licenciaturas e qualquer pessoa interessada em animais que fazem polinização em Portugal”, acrescenta Carolina Caetano, que pertence ao CFE – Centro de Ecologia Funcional e coordenou editorialmente este livro em conjunto com João Loureiro, investigador no CFE.

Carolina Caetano e João Loureiro, coordenadores editoriais do novo Guia dos Polinizadores de Portugal. Foto: Ana Bartolomeu/UC

O novo guia tem um formato A5 e um total de 259 páginas, com informação científica e fotografias de 222 espécies nacionais de polinizadores, na maioria dos casos a mostrar a interação desses animais com as flores onde se alimentam. Nas primeiras páginas, desvenda diferentes mitos e verdades relacionados com este tema, explica o que é e como funciona a ciência cidadã e indica o que cada um de nós pode fazer para ajudar este grupo de animais.

Macho de abelha selvagem da espécie Colletes abeillei, um dos polinizadores retratados no livro. Foto: Albano Soares

Apresenta, também, esquemas detalhados que ajudam a reconhecer os diferentes grupos de polinizadores e a identificar detalhes morfológicos úteis, além de uma secção “Para saber mais”, um glossário e um índice final de todas as espécies ordenadas, onde as pessoas poderão assinalar aquelas que já observaram. 

Para já, está prevista uma primeira edição com 500 exemplares de acesso gratuito. Todos os participantes na sessão de lançamento deste sábado, dia 18, terão direito a um exemplar.

Felosa-comum (Phylloscopus collybita), uma das cinco aves polinizadoras descritas neste guia. Foto: Pedro Marques

Entre as espécies retratadas que se dedicam à polinização, além da abelha-do-mel e de outras 60 espécies de abelhas selvagens – o grupo com mais espécies neste guia, com direito a um capítulo próprio – incluem-se também capítulos sobre vespas, moscas-das-flores, outras moscas, borboletas diurnas, borboletas noturnas e escaravelhos.

Tracinha-do-rosmaninho (Pyrausta acontialis), uma das borboletas noturnas que constam do novo livro. Foto: Simão Mateus

A estes, junta-se um capítulo para outros polinizadores, como várias espécies de percevejos e formigas. No mesmo guia, na parte dedicada aos vertebrados, são também referidas cinco espécies diferentes de aves presentes em Portugal que participam na polinização, como por exemplo a felosa-comum e a toutinegra-de-barrete. Por fim, está incluído um capítulo dedicado aos endemismos dos Açores e Madeira, ou seja, espécies de polinizadores que são exclusivas destes dois arquipélagos, como é o caso da lagartixa-da-madeira.

Lagartixa-da-madeira (Teira dugesii), um réptil polinizador endémico do arquipélago madeirense. Foto: Carla Rego

Quem for a Coimbra este sábado, além de receber um exemplar gratuito do novo guia, poderá conhecer muitos dos investigadores e peritos que participaram nesta obra – está prevista a presença de 17 autores no evento de lançamento – e assistir a uma mesa redonda de diálogo com o público.


Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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