Edição de 2026 teve um número recorde de fotos na corrida ao título de melhor fotógrafo de natureza do ano. Fique a conhecer o que contam cada uma das 19 fotografias premiadas.
Há mais de 60 anos que se realiza o concurso internacional Wildlife Photographer of the Year, organizado pelo Museu de História Natural de Londres, mas esta foi a primeira vez que tanto o grande prémio como o prémio de Jovem Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano foram atribuídos a imagens captadas a preto e branco, “demonstrando o poder duradouro das imagens monocromáticas para contarem as histórias da vida selvagem”, sublinha uma nota de imprensa sobre os resultados da competição, divulgados na noite desta terça-feira.
Na edição deste ano, entraram na corrida um total de 65.403 imagens, número que nunca tinha sido alcançado até hoje, provenientes de 121 países e territórios.
A grande vencedora é uma imagem do fotógrafo italiano Federico Veronesi, que retrata uma fêmea de elefante a carregar a sua cria falecida, no vale do rio Huab, na Namíbia.
“Comportamentos que se centram na morte têm sido observados tanto em elefantes-africanos como asiáticos, incluindo vocalizações, guardar os mortos, inspecionar e manipular ossos e transportar os falecidos”, afirma a organização do concurso. “Alguns investigadores sugerem que estes comportamentos podem apontar para a viagem de um elefante para compreender a morte, enquanto outros interpretam essas ações como possíveis sinais de luto.”
Clique na galeria abaixo para conhecer todas as fotografias vencedoras da edição deste ano:
Todas as fotografias premiadas estão em exposição no Museu de História Natural de Londres a partir de sexta-feira, 16 de outubro, e mais tarde irão percorrer vários locais do mundo. Os bilhetes poderão ser comprados no site do museu londrino.
Saiba mais.
Recorde a história da fotografia de um lince-ibérico que venceu o prémio do público da edição anterior deste concurso, aqui.
Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.