A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira, dia 26 de novembro, um novo método de monitorização padronizado para garantir que os Estados-Membros possam acompanhar as populações de polinizadores de forma eficiente.
O grande objetivo do Esquema de Monitorização de Polinizadores da União Europeia (UE) é ajudar os Estados-Membros a reverter o declínio das populações de polinizadores até 2030.
Esta é, na verdade, uma meta fundamental do Regulamento Europeu para o Restauro da Natureza (NRR), um compromisso europeu para proteger a biodiversidade, garantir a segurança alimentar e reforçar a resiliência da natureza.
Com mais de 80% dos habitats naturais atualmente em mau estado, o NRR visa restaurar urgentemente a natureza degradada da Europa e, assim, proteger os muitos serviços dos ecossistemas — incluindo a polinização — dos quais dependem a nossa economia, saúde e qualidade de vida.
“Um elemento fundamental para um restauro eficaz da natureza é a disponibilidade de uma monitorização fiável, rápida e comparável, que permita avaliar o estado atual e o impacto das medidas adoptadas”, escreve a Comissão em comunicado.
Para garantir que todos os Estados-Membros possam monitorizar as populações de polinizadores de forma eficiente e eficaz, a Comissão está a disponibilizar um método padronizado e baseado na ciência para monitorizar a diversidade e abundância de polinizadores.
“Este quadro comum garante que os dados anuais recolhidos em todos os territórios nacionais são comparáveis e fiáveis, proporcionando uma visão clara do progresso em direção ao objetivo de 2030.”
Além disso, recorda, “reduz também os encargos administrativos a nível nacional, permitindo que as autoridades se concentrem na implementação e nas ações de restauro”.
Bruxelas sublinha que o declínio dos polinizadores não é apenas uma preocupação ambiental, mas também um desafio para a sociedade.
“80% das nossas culturas alimentares e das plantas silvestres com flor dependem da polinização, mas uma em cada três espécies de abelhas, borboletas e moscas-das-flores está em declínio, e uma em cada dez espécies de abelhas e borboletas encontra-se ameaçada de extinção.”