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UICN adia Congresso Mundial de Conservação da Natureza

Por causa da pandemia, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) adiou o seu Congresso que estava previsto para Janeiro de 2021 em Marselha (França), foi anunciado ontem.

“A França (país anfitrião) e a UICN continuam profundamente comprometidos com o desenvolvimento de um quadro mundial para a conservação da biodiversidade e vão continuar a trabalhar para alcançar esse objectivo”, segundo um comunicado da UICN.

As novas datas para o Congresso ainda não foram anunciadas. Neste momento, a UICN e o Governo francês estão a “analisar cuidadosamente a situação” para escolherem novas datas.

Esta decisão será tomada tendo em conta a “evolução da situação de segurança tanto para os participantes como a agenda mundial da biodiversidade”.

As novas datas serão anunciadas “o mais rapidamente possível”.

O Conselho da UICN, que se reuniu a 14 de Setembro, decidiu que algumas decisões da Assembleia de Membros – como o Programa da UICN e o Plano Financeiro 2021-2024, que normalmente são tomadas durante o Congresso – serão votadas electronicamente pelos membros da organização no início de 2021.

Antes do Covid-19, em Janeiro deste ano, a comunidade mundial preparava-se para um ano chave para a Biodiversidade, com a realização de várias conferências cruciais. A da UICN era uma das mais importantes. Aí seriam acordadas as novas metas para a conservação da natureza para a década de 2021-2030.

“Em 2020 é necessária uma acção urgente para encaminhar o mundo na direcção de um futuro mais sustentável. Este será um ‘super ano’ para o Ambiente, um ano decisivo no qual os países definirão a agenda da acção ambiental para a próxima década”, segundo um comunicado do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), divulgado em Janeiro.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.