Iniciativa dedicada ao restauro da natureza mantém como prioridades, até 2030, as áreas do Estuário do Tejo, da Peneda-Gerês e da Serra do Caldeirão.
Inicialmente lançado em outubro de 2025, o projeto Re-Store Portugal ganhou agora um novo nome, D-Evolução, mantendo o objetivo de reunir apoios financeiros de pessoas e de empresas para avançar com ações concretas no terreno. A meta é conseguir investir 1,8 milhões de euros entre 2026 e 2030.
“A D-Evolução representa uma nova fase desta iniciativa. Mantemos o compromisso e ambição, mas reforçamos a forma como convidamos a sociedade a participar. Devolver natureza é investir no futuro, com impacto real no território. Devolver natureza também é evolução, ou seja, evoluímos como sociedade e como comunidades protegendo e restaurando o que de mais valioso temos – a nossa biodiversidade”, afirma Ângela Morado, diretora-executiva da WWF Portugal, numa nota de imprensa desta ONG.
Entre 2026 e 2030, continuam para já previstas ações de restauro da natureza em três zonas geográficas diferentes, das nove áreas que identificadas num estudo anterio e anunciadas no arranque, em outubro passado. Em causa estão o Parque Nacional da Peneda-Gerês, a Serra do Caldeirão e o Estuário do Tejo.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi a primeira área onde começaram os trabalhos de intervenção no terreno, anunciou em março passado a WWF Portugal, no âmbito de uma visita ao local pelo secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves. No Lindoso, estavam a plantar-se árvores como carvalhos, bétulas e azinheiras, numa área de 1,8 hectares, e realizaram-se ações de gestão seletiva da vegetação noutros 28 hectares, com a criação de descontinuidades para reduzir a propagação do fogo e ajudar as plantas que ali permanecem a terem mais espaço para se regenerarem. Até 2030, está previsto o restauro de 140 hectares nesta área protegida.
A iniciativa D-Evolução conta com o apoio institucional da APA – Agência Portuguesa do Ambiente; BCSD Portugal (Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável); CEABN – Centro de Ecologia Aplicada “Professor Baeta Neves”, FSC Portugal, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, GRACE – Empresas Responsáveis, e com o financiamento do Lidl Portugal, BRISA, IKEA, KPMG, EDP, Bel, OCP, Oliveira da Serra, Álvaro de Souza e Marriott.