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Incêndios: Governo aprova acções de recuperação de biodiversidade

22.08.2025
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Foto: Helena Geraldes/Wilder

O Conselho de Ministros que se reuniu, de forma extraordinária, a 21 de agosto em Viseu, para responder aos incêndios que assolam o país aprovou um Decreto-Lei que inclui acções de recuperação de habitats naturais e de biodiversidade.

O Decreto-lei inclui medidas para responder aos incêndios e foi um dos instrumentos aprovados ontem em Conselho de Ministros.

Segundo o primeiro-ministro Luís Montenegro, de 1 a 20 de agosto deste ano foram registadas 1902 ocorrências, o que representa um aumento de 65% em relação ao período homólogo de 2024.

Fazem parte desse Decreto-Lei medidas para prevenir cheias, deslizamentos e erosão; acções de recuperação de habitats naturais e de biodiversidade; apoios para a reflorestação com espécies adequadas e resistentes ao fogo, e o reforço de planos de ordenamento florestal para reduzir riscos futuros.

Além deste documento, o Conselho de Ministros aprovou um diploma que vai submeter a debate na Assembleia da República para implementar um plano de intervenção para a floresta, designado “Floresta 2050, Futuro + Verde”.

Este diploma vai ser “remetido à Assembleia da República para ser feito um debate sobre o seu conteúdo, no sentido de conseguir um verdadeiro pacto para a gestão florestal e protecção do nosso território”, explicou o primeiro-ministro em conferência de imprensa. Segundo Luís Montenegro, este deverá ser um “pacto nacional, de convergência, para um esforço a 25 anos” pela floresta portuguesa.

Com mais de 30 medidas – entre elas a criação de um programa para redução de carga combustível com recurso ao pastoreio extensivo -, o diploma contará com um investimento médio anual de 246 milhões de euros até 2050.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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