O programa para a 17ª edição do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza, que acontece em Sagres de 2 a 5 de outubro, já está disponível. Uma das novidades deste ano é o reforço das atividades de anilhagem científica, revelam os organizadores.
As inscrições para as atividades abrem um mês antes da abertura de portas daquele que é considerado o maior festival dedicado às aves e à natureza em Portugal.
Na edição do ano passado, de 2 a 5 de outubro, acorreram à vila algarvia de Sagres, situada na ponta sudoeste do Algarve, um total de 1244 pessoas de todas as idades, de 34 nacionalidades.
Durante o Festival foram observadas 148 espécies diferentes de aves. A organização destacou como espécies mais “interessantes” o borrelho-ruivo (Eudromias morinellus), migrador de passagem; a sombria (Emberiza hortulana); o tartaranhão-caçador (Circus pygargus), espécie Em Perigo em Portugal; a pardela-preta (Ardenna grisea), outro migrador de passagem; o sisão (Tetrax tetrax), espécie Criticamente Em Perigo em Portugal; e o bútio-vespeiro-ocidental (Pernis apivorus).
Agora, o evento está de volta.
A partir de 2 de setembro pode inscrever-se nas atividades em que deseja participar, consultando o programa aqui.
“Ao longo de quatro dias, visitantes de todas as idades e níveis de experiência poderão usufruir (…) de um programa diversificado, pensado para miúdos e graúdos”, segundo um comunicado da Câmara Municipal de Vila do Bispo e da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA/Birdlife).
Este ano, os organizadores decidiram reforçar as atividades de anilhagem científica, “que têm invariavelmente esgotado em edições anteriores”.
Assim, em 2026 o Festival “estende a colaboração a uma terceira equipa de anilhagem científica a atuar num novo local, respondendo assim ao desejo dos inúmeros participantes que querem conhecer melhor esta prática e aproveitar a oportunidade de um contacto mais próximo com as aves”.
O festival reforça ainda a sua oferta de iniciação à observação de aves, tanto para famílias como para adultos.
Para os mais novos, há propostas especialmente pensadas para despertar a curiosidade e o encanto pela natureza, como a sessão Isto é um inseto?, o atelier Ovos musicais, o conto cantado Corrupio e o convite a criar um Álbum de maré.
A programação artística também se expande nesta edição, com mais oficinas de arte no campo, saídas fotográficas dedicadas a novos temas (como por exemplo, borboletas noturnas) e convites a explorar, meditar e ligar-se à natureza através do som.
O programa inclui ainda uma ação de limpeza de praia no Martinhal em parceria com os voluntário do projeto GEA, e uma palestra dedicada às interações de orcas com embarcações.
Além das novidades, o Festival mantém os seus clássicos para os visitantes desfrutarem da melhor forma do espetáculo da migração outonal, que por aqueles dias transforma a região de Sagres num ponto de passagem de milhares de aves que rumam a sul para passar o inverno.
Poderá escolher entre saídas de observação de aves em terra e no mar, caminhadas e passeios.
Este ano, a espécie em destaque é a torda-mergulheira (Alca torda), uma ave marinha que ocorre nas águas portuguesas sobretudo durante o outono e o inverno.

“Excelente mergulhadora, alimenta-se de pequenos peixes e pode ser observada ao longo da costa durante a migração e a invernada. A escolha desta espécie lembra também os desafios enfrentados pelas aves marinhas, nomeadamente a captura acidental em artes de pesca, sublinhando a importância do trabalho de conservação”, escrevem os organizadores do Festival.
O Festival é organizado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA-BirdLife) e a Associação Almargem. A 17ª edição é patrocinada por Nadara, Intermaché Sagres e Salema Ecocamp.
Realizado anualmente desde 2008, este Festival celebra a diversidade da avifauna que atravessa o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina durante a migração outonal.
Sagres, no extremo sudoeste de Portugal, é um dos pontos de observação de aves mais importantes da Europa, concentrando anualmente milhares de aves migradoras provenientes do norte e centro do continente europeu.