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Duas aldeias do Centro vão arrancar eucaliptos e plantar sobreiros e carvalhos

30.06.2017
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Aldeia de Ferraria de São João, rodeada por uma faixa verde de sobreiros. Foto: Nuno Antunes / Revelamos

Ferraria de São João e Casal de São Simão, aldeias dos distritos de Coimbra e Leiria agora rodeadas por uma paisagem de eucaliptos queimados, preparam-se para plantar árvores autóctones como protecção contra o fogo.

 

Os habitantes de Ferraria de São João – que resistiu ao fogo com a ajuda de uma faixa de árvores autóctones, incluindo sobreiros, que estava plantada em redor da aldeia – foram os primeiros a tomar a decisão, indica o Jornal de Leiria.

Em Assembleia de Moradores realizada no dia 25 de Junho, no último domingo, uma semana depois do incêndio de Pedrógão Grande, estiveram cerca de 50 habitantes e proprietários de terras em redor da localidade do concelho de Penela.

A decisão foi tomada por unanimidade: criar uma zona de protecção da aldeia, com 100 metros de largura, onde “serão arrancados os eucaliptos e raízes dentro desta zona e plantadas árvores como sobreiros e outras folhosas de forma correcta e ordenada”, indica um documento que resultou da Assembleia de Moradores, citado pelo Jornal de Leiria.

 

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Aldeia de Ferraria de São João, protegida por uma faixa verde de sobreiros. Foto: Nuno Antunes / Revelamos

 

Num prazo de três meses, a associação de moradores quer desenvolver o plano para a criação desta zona de protecção, “tendo em consideração a defesa da aldeia contra incêndios, a valorização ambiental e a exploração sustentável dos recursos endógenos.”

Prevista está a gestão conjunta dos terrenos que ficam dentro desta zona de protecção, de forma a que os proprietários não tenham de pagar por operações de limpeza e outras, tal como a eventual compensação pelos serviços de ecossistema prestados.

Já os moradores da aldeia de Casal de São Simão, no concelho de Figueiró dos Vinhos, que chegou a ser ameaçada pelo fogo, preparam-se para uma reunião no dia 23 de Julho.

Em cima da mesa vai estar a plantação de nogueiras, carvalhos, castanheiros e outras árvores folhosas, num faixa de 500 metros em torno desta localidade, além da manutenção das terras livres para utilização comunitária.

 

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Saiba mais.

Leia também a história de uma quinta de Figueiró dos Vinhos que foi salva do fogo por uma barreira de árvores nativas.

 

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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