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Conheça o grande vencedor dos World Nature Photography Awards 2026

20.02.2026
leitura de 2 minutos
"Mãhina". Foto: Jono Allen/World Nature Photography Awards

O grande prémio de World Nature Photographer of the Year 2026 foi atribuído ao fotógrafo australiano Jono Allen pela sua imagem de uma rara baleia-de-bossa branca, foi hoje revelado.

Os World Nature Photography Awards (WNPA) anunciaram hoje, dia 20 de fevereiro, os vencedores após terem recebido milhares de candidaturas de 51 países.

O prémio principal e o valor monetário de 1000 dólares (848 euros) foram atribuídos ao fotógrafo australiano Jono Allen, pela sua fotografia que capta a ligação única entre uma rara baleia-de-bossa branca e a sua progenitora.

“Mãhina”, nome que quer dizer “lua” em Tonganês. Foto: Jono Allen/World Nature Photography Awards

“Partilhar este momento com a Mãhina e a sua mãe protetora é uma memória que ficará comigo para sempre”, comentou Jono Allen em comunicado. “Foi, sem dúvida, um dos dias mais extraordinários que alguma vez vivi no oceano e talvez na minha vida.”

Jono Allen acrescentou que “ser anunciado como World Nature Photographer of the Year ao captar esta ligação única entre mãe e cria tornou um encontro que já tinha sido verdadeiramente transformador numa experiência ainda mais profunda e humilde. Sinto-me imensamente honrado por receber este prémio”.

A edição de 2026 atraiu milhares de participações de fotógrafos de 51 países e seis continentes, destacando a beleza, a fragilidade e a força do mundo natural.

“À medida que os prémios continuam a crescer, cresce também a diversidade e a qualidade dos trabalhos submetidos de todo o mundo”, comentou Adrian Dinsdale, co-fundador destes prémios, que foram criados em 2020.

“As imagens vencedoras deste ano são uma poderosa lembrança tanto da maravilha que é o nosso planeta como da importância de o proteger. Felicitamos o Jono e todos os vencedores das categorias pelas suas conquistas excecionais.”

Ao anunciar os vencedores da edição de 2026, a organização abriu oficialmente as candidaturas para 2027.

Os World Nature Photography Awards foram fundados com base na convicção de que pequenas ações positivas podem ajudar a moldar o futuro do nosso planeta e que a fotografia tem o poder de influenciar perspetivas e inspirar mudanças.

Um fotógrafo português, António Bernardino Coelho, venceu a medalha de Bronze na categoria Plants and Fungi na edição de 2023.

Eis as fotografias vencedoras deste ano nas várias categorias:

Animal Portraits:

“Shared Wonder”. Foto: Mary Schrader/World Nature Photography Awards

Animals in their habitat:

“Splash”. Foto: Charlie Wemyss-Dunn/World Nature Photography Awards

Behaviour amphibians and reptiles:

“Stoicism in a sandstorm”. Foto: Dewald Tromp/World Nature Photography Awards

Behaviour birds:

“Arrival”. Foto: Fenqiang Liu/World Nature Photography Awards

Behaviour Invertebrates:

“Home on the leaves”. Foto: Minghui Yuan/World Nature Photography Awards

Behaviour Mammals:

“Water ballet”. Foto: Vaidehi Chandrasekar/World Nature Photography Awards

Black and white:

“Sunbathing”. Foto: Christopher Baker/World Nature Photography Awards

Nature art:

“Ghost of the reef”. Foto: Simon Biddie/World Nature Photography Awards

Nature photojournalism:

“Chimp Paradise 30”. Kayla, uma fêmea com 37 anos, é sujeita a uma ecografia numa clínica norte-americana. Foto: Alain Schroeder/World Nature Photography Awards

People and nature:

“The wildlife photographer”. Foto: Deena Sveinsson/World Nature Photography Awards

Planet Earth’s landscape and environments:

“The eye of the dragon”. Foto: Miki Spitzer/World Nature Photography Awards

Plants and fungi:

“Elder in flame”. Foto: Duncan Wood/World Nature Photography Awards

Underwater:

“Mãhina”. Foto: Jono Allen/World Nature Photography Awards

Urban wildlife:

“Trash trail temptations”. Foto: Robert Gloeckner/World Nature Photography Awards

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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