Com 75 anos, o cedro conhecido como Cedro da Igreja de Runa, foi eleito a Árvore do Ano 2026 de Portugal, de entre 51 árvores que se candidataram a esta edição do concurso.
O cedro, que obteve um total de 3080 votos no concurso Árvore do Ano Portugal, foi plantado no início dos anos 1950 pelo Sr. Alfredo junto à igreja da freguesia de Runa, concelho de Torres Vedras.

“Inicialmente frágil e amarelado, foi cuidadosamente protegido pelo seu plantador, conseguindo sobreviver contra todas as expectativas”, escreve, em comunicado, a União da Floresta Mediterrânica (UNAC), entidade que organiza este evento em Portugal.
“A árvore testemunhou partidas e regressos, celebrações e silêncios, afirmando-se como ponto de encontro da saudade e dos abraços de gerações de runenses.”
Segundo a Junta de Freguesia de Runa, promotora da candidatura, o cedro “merece afirmar-se como símbolo da aldeia de Runa e do concelho de Torres Vedras”.

O Cedro da Igreja de Runa foi a única proposta da região Oeste a chegar à fase final da votação nacional, numa edição que reuniu um total de mais de 18 mil votos do público.
Em segundo lugar na classificação ficou a Árvore da Borracha Australiana, de Ponta Delgada, nos Açores (com 2890 votos), e em terceiro a Canforeira da ESAC, de Bencanta, em Coimbra (com 1901 votos).
Esta é uma iniciativa que se integra na competição Árvore Europeia do Ano, que distingue árvores com histórias marcantes e promove a ligação entre a natureza e as comunidades locais.
Enquanto vencedora nacional, o Cedro de Runa irá agora representar Portugal na fase europeia do concurso, que decorre em fevereiro, competindo com as árvores eleitas nos restantes 15 países participantes.
O concurso Árvore do Ano é dinamizado anualmente desde 2011 pela Environmental Partnership Association e tem como missão valorizar as árvores enquanto património natural e cultural da Europa, destacando os serviços de ecossistema que prestam.
A competição não distingue a árvore mais bonita, mas sim aquela cuja história está mais profundamente enraizada na comunidade onde se encontra e na vida dos seus habitantes.
A vencedora portuguesa de 2025 foi a Figueira dos Amores, os Jardins da Quinta das Lágrimas em Coimbra, tendo conseguido 2713 votos. Esta Figueira da Austrália plantada no século XIX acabou em segundo lugar na votação a nível europeu.
Desde 2018, Portugal tem eleito espécies características dos sistemas agroflorestais mediterrânicos que têm ficado entre o 1º (sobreiro assobiador, em Palmela) e o 6º (Castanheiro de Vales) lugares do concurso europeu.