O leitor Pedro Rosa fotografou esta caracoleta a 25 de março em Vila do Bispo e pediu ajuda na identificação. Gonçalo Calado responde.
“Sou Vigilante da Natureza no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e encontrei esta caracoleta junto a uma falésia em Vila do Bispo. Gostava muito que me informassem qual o seu nome científico?Poderá ser a Caracolina algarvensis?”, perguntou o leitor à Wilder.



Trata-se de uma caracoleta-comum (Cornu aspersum).
Espécie identificada por: Gonçalo Calado, professor da Universidade Lusófona.
“Pelas fotos parece-me a caracoleta comum, Cornu aspersum, anteriormente chamada Helix aspersa“, respondeu Gonçalo Calado.
Esta espécie é relativamente comum no nosso país.
O nome que aparece na maioria das publicações é Helix aspersa mas, recentemente, foi substituido numa revisão taxonómica por Cornu aspersa.
Segundo o portal Naturdata, este caracol terrestre tem uma concha que pode variar entre os 25 e os 45 milímetros de diâmetro. E é mais comum no sul do país.
No Inverno e em períodos de grande calor, estes animais selam a concha com muco endurecido e reúnem-se em locais secos e abrigados para hibernar.
Os caracóis podem pôr até 40 ovos de cada vez. Cerca de um mês depois, dos ovos saem minúsculas cópias dos progenitores.
Agora é a sua vez.
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