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Que espécie é esta: caracoleta-comum

14.04.2026
leitura de 1 minuto

O leitor Pedro Rosa fotografou esta caracoleta a 25 de março em Vila do Bispo e pediu ajuda na identificação. Gonçalo Calado responde.

“Sou Vigilante da Natureza no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e encontrei esta caracoleta junto a uma falésia em Vila do Bispo. Gostava muito que me informassem qual o seu nome científico?Poderá ser a Caracolina algarvensis?”, perguntou o leitor à Wilder.

Trata-se de uma caracoleta-comum (Cornu aspersum).

Espécie identificada por: Gonçalo Calado, professor da Universidade Lusófona.

“Pelas fotos parece-me a caracoleta comum, Cornu aspersum, anteriormente chamada Helix aspersa“, respondeu Gonçalo Calado.

Esta espécie é relativamente comum no nosso país.

O nome que aparece na maioria das publicações é Helix aspersa mas, recentemente, foi substituido numa revisão taxonómica por Cornu aspersa.

Segundo o portal Naturdata, este caracol terrestre tem uma concha que pode variar entre os 25 e os 45 milímetros de diâmetro. E é mais comum no sul do país.

No Inverno e em períodos de grande calor, estes animais selam a concha com muco endurecido e reúnem-se em locais secos e abrigados para hibernar.

Os caracóis podem pôr até 40 ovos de cada vez. Cerca de um mês depois, dos ovos saem minúsculas cópias dos progenitores.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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