Mata Nacional do Valado. Fotos: Centro PINUS

A sua Wilder: Como é a Primavera na Mata Nacional do Valado

Partilhe as suas observações e descobertas de Primavera para o email [email protected]. Vamos fazer um retrato para mostrar como é a Primavera nas várias regiões do nosso país. Hoje, o registo do Centro PINUS na Mata Nacional do Valado.

“O pinhal-bravo durante a primavera é pautado por um subcoberto colorido, aromático e diversificado, sendo, a par do outono, uma das melhores alturas do ano para conhecer a riqueza silvestre associada ao pinheiro-bravo”, escreveu Marília Moura, do Centro PINUS. 

Na Mata Nacional de Valado, no concelho da Nazaré, o Centro PINUS recolheu alguns registos fotográficos da biodiversidade florística existente nesta estação do ano.  

“A nossa sugestão é descobrir a natureza dos pinhais que existem ao longo da costa portuguesa, bem como nas áreas de montanha das regiões norte e centro, através de um percurso pedestre ou num passeio de bicicleta.”

“Outra possibilidade é recriar a tradição portuguesa de reunir a família e os amigos num piquenique à sombra da caruma verde e dos aromas frescos dos pinheiros.”

“Nestas fotografias espreitam jovens pinhas em formação, flores, fungos e líquenes em forma de coral, entre solos atapetados por urzestojos lavandas, abundantemente visitados por polinizadores em busca da sua colheita diária de néctar.” 

Algumas das espécies presentes nas fotografias são a carqueja (Pterospartum tridentatum), o cebolinho-de-flor-azul (Muscari comosum), lágrimas-da-primavera (Leucojum trichophyllum) e abrótea-tardia (Asphodelus serotius).


E como é a sua Primavera? Partilhe as suas observações e descobertas de Primavera para o email [email protected].

E aqui fica inspiração: Sete coisas a acontecer na Primavera para procurar

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.