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Rota das Árvores está de regresso com novos percursos pelo património arbóreo do Porto 

02.04.2026
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Foto: Joana Bourgard / Wilder

Começa em abril uma nova edição da Rota das Árvores do Porto. Até novembro serão organizados oito percursos pela cidade para descobrir as espécies botânicas. A primeira rota está marcada para 18 de abril. 

De abril a novembro, oito percursos guiados conduzem os participantes por alguns dos espaços verdes mais emblemáticos e inesperados da cidade.

Do traçado romântico dos Jardins do Palácio de Cristal às memórias inscritas no Cemitério de Agramonte, passando por quintas, parques e jardins históricos, cada rota revela espécies botânicas e episódios da história urbana, social e cultural da cidade. 

Segundo a autarquia, “as rotas propõem uma mudança de olhar: reconhecer as árvores como testemunhas vivas, como património e como protagonistas discretas do espaço urbano”. 

A primeira rota acontece a 18 de abril, com início nos Jardins do Palácio de Cristal, estendendo-se à Quinta da Macieirinha e à Casa Tait, num percurso onde se cruzam exposições internacionais, influências britânicas e árvores que atravessaram séculos, sob o tema “Venha, vamos visitar os jardins da ‘Expo’ de 1865”. 

A segunda e terceira rota também já têm data marcada: 16 de maio e 20 de junho. 

“Num tempo em que as cidades se repensam face aos desafios climáticos e ambientais, esta iniciativa propõe uma aproximação concreta e sensível à natureza urbana, valorizando o património arbóreo como elemento central da qualidade de vida”, comentou a vice-presidente da Câmara do Porto, Catarina Araújo.

As visitas decorrem sempre ao sábado, entre as 14h30 e as 17h00, com participação gratuita mediante inscrição obrigatória.

Cada sessão é limitada a 25 participantes.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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