O Carvalho de Laukiai, proveniente da aldeia de Rukai, foi o grande vencedor da 15ª edição deste concurso.
A seguir ao grande vencedor, em segundo lugar ficou a “Macieira Selvagem Antiga”, da Eslováquia, enquanto o terceiro posto foi ocupado pela “Árvore Torta da Polónia”. No total, o novo sistema de pontuação associado a esta competição europeia reuniu 32.902 pontos, atribuídos por mais de 200 mil votantes únicos.
A árvore que representou Portugal desta vez foi o Cedro da Aldeia de Runa, em Torres Vedras, que ficou em sexto lugar, anunciou a UNAC – União da Floresta Mediterrânica, que organiza o concurso em Portugal. “Plantado no início dos anos 1950 pelo Sr. Alfredo, o Cedro da Igreja de Runa, hoje com cerca de 75 anos, é parte essencial da história e identidade local. Inicialmente frágil e amarelado, foi cuidado e protegido pelo seu plantador, sobrevivendo contra todas as expectativas”, descreve numa nota de imprensa.

Com cerca de 400 anos, o Carvalho de Laukiai era até há pouco tempo conhecido apenas pelos habitantes da pequena aldeia de Rukai, indicam os responsáveis do concurso, que explicam que “há cerca de um ano a comunidade local requalificou a área envolvente e organizou uma celebração em sua honra, reunindo a população”, chamando a atenção para esta árvore centenária.
Já a “Macieira Selvagem Antiga” resistiu durante mais de 150 anos a “ventos fortes, tempestades de neve e ondas de calor”, crescendo a 860 metros de altitude num local chamado Diel, acima de uma pequena aldeia sobranceira. Quanto à “Árvore Torta de Szyslowiec”, “ergue-se numa ilha junto ao fosso de um antigo castelo pertencente às famílias Szydłowiecki e Radziwiłł, sendo a sua forma invulgar resultado da inclinação em direção à água”.
Este ano marcou também uma novidade no formato do concurso: pela primeira vez, as árvores competiram através de um sistema de pontos em vez de votos diretos. Segundo Petr Skrivanek, coordenador do concurso, “a competição foi extremamente renhida, com a classificação a manter-se incerta até ao último momento”. O responsável destacou ainda o elevado interesse gerado: durante o período de votação, o site registou cerca de 1,5 milhões de visitas.
A cerimónia de entrega de prémios realizou-se a 24 de março no Parlamento Europeu, em Bruxelas. O diretor do Fundo Estatal do Ambiente checo, um dos parceiros do concurso, destacou que “as árvores são vistas não apenas como elementos da paisagem, mas também como símbolos de identidade local, continuidade e ligação à natureza”.