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Documentário Côa Mais Selvagem premiado nos Emirados Árabes Unidos

06.02.2026
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Abutre-preto. Foto: João Cosme

O documentário “Côa Mais Selvagem”, de João Cosme, foi distinguido com o segundo lugar na categoria de Melhor Documentário nos Xposure Photography and Film Awards, em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos.

O filme de 55 minutos recebeu este galardão foi distinguido nestes prémios onde estiveram a concurso mais de 600 filmes de 60 países.

O Grande Vale do Côa e os esforços de rewilding realizados pela organização Rewilding Portugal nesta paisagem estão em destaque no documentário de natureza “Côa Mais Selvagem”. O filme, com realização de João Cosme, acompanha a viagem do rio Côa na sua totalidade, dando a conhecer espécies, comportamentos, coexistência, funcionalidade e empreendedores que apoiam e alavancam este projeto.

João Cosme explicou anteriormente à Wilder que “o grande objetivo foi, sem dúvida, divulgar uma região maravilhosa, que acolhe uma cultura única e um património natural rico e muito diversificado. Depois, ser mais um veículo de promoção do trabalho da Rewilding Portugal, que está a criar condições favoráveis para uma coexistência entre as pessoas e a vida selvagem, ajudando dezenas de produtores de gado e, ao mesmo tempo, sensibilizar estas populações raianas para a importância da conservação da natureza”. 

Este é o quinto prémio atribuído ao filme, depois de ter vencido a medalha de ouro em Documentários de Vida Selvagem no International Tourism Film Festival (África do Sul); Melhor Direção de Fotografia (DOP) no Fest5 International Film Festival (Índia); Melhor Cinema Verde no International Disaster Film Festival (Turquia) e o Prémio Especial do Júri no XIII Finisterra Alentejo Film Art & Tourism Festival (em Sines).

O documentário “Côa Mais Selvagem”, lançado no final do ano de 2024, tem estado em diversas salas a nível nacional, com mais de 40 sessões e 3000 espectadores. Em 2026 prevê-se que continue essa viagem.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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