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Reforçada conservação do tartaranhão-caçador em Carrazeda de Ansiães

04.09.2025
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Macho de tartaranhão-caçador (Circus pygargus). Foto: Cks3976/Wiki Comuns

As populações de tartaranhão-caçador (Circus pygargus), uma espécie Em Perigo de extinção, vão ser monitorizadas e alvo de medidas de conservação no concelho de Carrazeda de Ansiães, graças à assinatura de um protocolo entre o município e a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural.

Com este protocolo, assinado a 28 de Julho, “a Palombar e o município vão colaborar para promover ações conjuntas de conservação do tartaranhão-caçador no município”, explicou a associação em comunicado.

O tartaranhão-caçador, também conhecido como águia-caçadeira, é uma ave que nidifica no solo em áreas abertas. Segundo o primeiro censo nacional da espécie realizado em 2022-2023, a sua população encontra-se em declínio acentuado nos últimos 15 anos e está atualmente em risco de desaparecer.

Desde 2024 que está no terreno o projeto LIFE SOS Pygargus, que está a aplicar acções urgentes de conservação desta espécie. É precisamente no âmbito deste projeto que foi assinado o protocolo.

Além da monitorização e conservação, este protocolo prevê atividades de planeamento, divulgação, sensibilização e educação ambiental ao longo da duração do projeto.

“O foco é a monitorização e proteção dos casais e ninhos de tartaranhão-caçador no território do concelho, durante a época de reprodução, que decorre entre março e agosto.”

O LIFE SOS Pygargus está a ser implementado em 49 Zonas de Proteção Especial da Rede Natura 2000 e áreas adjacentes em Portugal (23) e Espanha (18 na Estremadura, três na Galiza, quatro em Castela e Leão e uma em Madrid), que albergam a maior parte das populações portuguesas e transfronteiriças de tartaranhão-caçador. “Estas áreas são essenciais para a sobrevivência e expansão da espécie e para assegurar a conectividade da Rede Natura 2000.”

O projeto – que tem 17 parceiros, dos quais 13 são entidades portuguesas e quatro são espanholas – pretende assegurar, a médio prazo, uma recuperação significativa da população de tartaranhão-caçador, valorizar práticas agrícolas mais sustentáveis e aumentar a sensibilização pública para a sua importância ecológica.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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