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No Zoo de Lagos, nasceram três crias desta ave extinta na natureza

17.07.2026
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Crias de rola-de-socorro. Foto: Zoo de Lagos

A rola-de-socorro foi observada pela última vez em liberdade em 1972, na ilha mexicana de onde é nativa. 

O nascimento de três crias de rola-de-socorro (Zenaida graysoni) foi anunciado esta semana pelo Zoo de Lagos, no Algarve, que o considerou “mais um importante sucesso” no âmbito do programa europeu de reprodução desta espécie que está extinta na natureza.

Esta rola de penas castanhas acobreadas é unicamente nativa da ilha de Socorro, uma ilha vulcânica situada a quase 600 quilómetros da costa do México, e que faz parte do arquipélago das Ilhas Revillagigedo, no oceano Pacífico. Terá sido principalmente a predação por gatos ferais que foram introduzidos na ilha, mas também a caça destas aves para consumo humano e a destruição do seu habitat, que provocaram a extinção da espécie. 

Apesar de várias tentativas, desde 1972 que estas aves nunca mais foram observadas em liberdade no seu meio natural, e por isso em 1994 a rola-de-socorro foi oficialmente declarada Extinta na Natureza.

Desde 1995, a Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA) coordena um programa europeu de reprodução desta ave, que tem como objetivo assegurar a sua sobrevivência. 

“Nos últimos anos, o Zoo de Lagos já contribuiu com doze crias para este programa”, afirma o zoo algarvio, que acrescenta que “as três novas crias, agora totalmente desenvolvidas, serão em breve transferidas para outros zoos membros da EAZA, onde irão integrar novos casais reprodutores e contribuir para a conservação da espécie”. 

Em 2020, existiam em todo o mundo cerca de 150 casais de rola-de-socorro, todos eles mantidos em cativeiro, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Existem planos para a reintrodução da espécie na ilha de Socorro.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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