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Jovens retiram 100 quilos de lixo de ribeira em Penela

19.06.2019
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Cerca de 40 alunos do 7º ano limparam um troço da Ribeira da Sabugueira, afluente do rio Dueça, (distrito de Coimbra), no dia 13 de Junho, informou a Câmara Municipal de Penela.

Plásticos, garrafas, tecidos, componentes de um carro, e até mesmo uma gaiola foram recolhidos pelos 39 alunos de duas turmas do Agrupamento de Escolas Infante D. Pedro.

O troço da ribeira que agora está limpo fica entre a ponte antiga da Venda dos Moinhos e a localidade das Ferrarias.

A limpeza surgiu no âmbito da disciplina – Cidadania e Desenvolvimento, coordenada pela professora Paula Dias, e contou com o apoio do município de Penela. 

Preservar o património natural local foi um dos objectivos desta limpeza, a par de “sensibilizar os jovens para a importância da separação do lixo e o seu encaminhamento para adequado destino final (tratamento)”, explica a autarquia em comunicado enviado hoje à Wilder.

“Desde que comecei a participar nestas ações passei a fazer a reciclagem em casa”, confessou uma aluna, durante a limpeza que livrou aquele troço da ribeira de lixo não biodegradável.

No entender da autarquia, “esta acção, dinamizada pelos jovens penelenses, evidencia a defesa do ambiente, bem como, o apreço pelo território”.

Este ano, a Câmara Municipal de Penela tem a decorrer o projecto de educação ambiental Do rio ao mar, sem lixo, para promover acções de protecção ambiental.

O concelho tem zonas de galerias ripícolas, importantes para a biodiversidade e ecossistemas, nas margens do rio Dueça (um afluente do rio Ceira) e do Rio de Mouros (afluente do Rio de Anços) e das suas inúmeras ribeiras, como a da Sabugueira.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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