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Castores podem ajudar a aumentar o número de polinizadores, mais do que lagos artificiais

14.11.2025
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Castor-europeu (Castor fiber). Foto: Philipp Blank/Wiki Commons

Um estudo realizado pela Universidade de Stirling, no Reino Unido, concluiu que as zonas húmidas criadas por estes mamíferos contribuem para o aumento de insetos que asseguram a reprodução de inúmeras plantas.

O novo estudo, publicado esta semana no Journal of Applied Ecology, comparou os polinizadores que se encontram em zonas húmidas criadas por castores com as espécies encontradas naquelas que são criadas de forma artificial. As conclusões apontam para números maiores de moscas-das-flores e de borboletas no primeiro caso do que nas construções humanas, indica uma nota de imprensa da Universidade de Stirling.

Feitas as contas, nos locais onde ocorrem castores os dados recolhidos mostraram um aumento de 29% no número de espécies de moscas-das-flores, mais 119% de indivíduos deste grupo e uma subida de 45% no número de borboletas, face às zonas húmidas construídas artificialmente.

Patrick Cook, investigador da Universidade de Sterling e ecólogo sénior na Butterfly Conservation, espera que as zonas húmidas construídas por castores passem agora a ser consideradas uma estratégia escalável de recuperação da natureza destinada a reverter o declínio dos insetos polinizadores.

No entanto, alerta, os proprietários de terrenos terão que ser indemnizados. “Os polinizadores, tal como as abelhas e as borboletas, estão a atravwssar declínios imensos e dramáticos no tamanho das populações”, afirma o investigador. “Precisamos urgentemente de métodos que revertam esses declínios. Hoje em dia no Reino Unido, a maioria dos esquemas de subsídios agroambientais apoiam a criação de charcos por humanos, com poucos incentivos para proprietários que acolham zonas húmidas de castores. […] Esta posição precisa de mudar.”

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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