A ação realizou-se na Mata do Camarido e em locais ali próximos, com o objetivo de evitar a extinção local deste arbusto nativo de bagas brancas.
De acordo com uma notícia divulgada esta semana pelo MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, esta atividade de plantação de camarinhas foi organizada no final de outubro pela associação Corema e pelo projeto EMC2, envolvendo uma centena de alunos da Escola Básica e Secundária de Caminha e cerca de 30 escuteiros do Agrupamento 573 – Seixas (Caminha).
Estes alunos e escuteiros ajudaram na plantação de 3000 camarinhas, tanto machos como fêmeas, na Mata Nacional do Camarido, na restinga da Foz do Minho e no cordão dunar de Moledo. A iniciativa vai ter uma segunda fase, com a plantação de mais 1500 plantas nas mesmas áreas, com o objetivo de “reforçar a recuperação desta espécie endémica e protegendo uma das suas últimas populações no Alto Minho”, indica o MARE.
A conservação da população de camarinhas de Caminha é um processo iniciado há quase uma década, quando a associação COREMA iniciou, em 2016, um projeto de restauro e recuperação da Mata Nacional do Camarido e da Duna de Moledo, onde a espécie apresentava sinais de declínio.
Desde setembro de 2016, decorre o projeto educativo EMC² – Explorar Matos de Camarinhas da Costa (MARE-ARNET), que visa divulgar e promover a conservação da espécie junto da comunidade escolar e local.