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Alunos e escuteiros plantaram 3000 camarinhas para proteger espécie no Alto Minho

05.11.2025
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Camarinha (Corema album). Foto: Júlio Reis/WikiCommons

A ação realizou-se na Mata do Camarido e em locais ali próximos, com o objetivo de evitar a extinção local deste arbusto nativo de bagas brancas.

De acordo com uma notícia divulgada esta semana pelo MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, esta atividade de plantação de camarinhas foi organizada no final de outubro pela associação Corema e pelo projeto EMC2, envolvendo uma centena de alunos da Escola Básica e Secundária de Caminha e cerca de 30 escuteiros do Agrupamento 573 – Seixas (Caminha).

Estes alunos e escuteiros ajudaram na plantação de 3000 camarinhas, tanto machos como fêmeas, na Mata Nacional do Camarido, na restinga da Foz do Minho e no cordão dunar de Moledo. A iniciativa vai ter uma segunda fase, com a plantação de mais 1500 plantas nas mesmas áreas, com o objetivo de “reforçar a recuperação desta espécie endémica e protegendo uma das suas últimas populações no Alto Minho”, indica o MARE.

A conservação da população de camarinhas de Caminha é um processo iniciado há quase uma década, quando a associação COREMA iniciou, em 2016, um projeto de restauro e recuperação da Mata Nacional do Camarido e da Duna de Moledo, onde a espécie apresentava sinais de declínio.

Desde setembro de 2016, decorre o projeto educativo EMC² – Explorar Matos de Camarinhas da Costa (MARE-ARNET), que visa divulgar e promover a conservação da espécie junto da comunidade escolar e local.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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