A leitora Vânia Silva fotografou estas vespas a 17 de outubro em Albardo, Guarda, e pediu para saber qual é a espécie. Albano Soares responde.
“Estas vespas são grandes, bastante maiores do que as abelhas comuns que encontramos no dia a dia”, escreveu a leitora à Wilder.

Tratam-se de vespas-europeias (Vespa crabro).
Espécie identificada e texto por: Albano Soares, Rede de Estações da Biodiversidade, Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.
São Vespa crabro (vespa-europeia). É pena, pois é uma das espécies que ajuda a combater a vespa asiática, além de ser uma boa polinizadora nativa e controlar as populações de outros insetos.
Estas vespas são muito pouco agressivas. Um dia no campo estava tão cansado que adormeci encostado a um sobreiro. Acordei passado uma hora, mais ou menos, com uns zumbidos, tinha quase obstruído, sem reparar a entrada de uma colónia de crabro que existia no sobreiro e elas tinham que passar pelas minhas pernas para entrar, nunca picaram, só para ter uma noção da pouca agressividade.
Esta é “a nossa” vespa, uma espécie autóctone. Ou seja, “pertence à nossa fauna. Consequentemente evoluiu no nosso território onde pertence aos ecossistemas, desempenhando um papel importantíssimo no controlo de outras espécie”, explicou Albano Soares.
“É um predador, por isso também preda abelhas domésticas, mas evoluiu no mesmo ecossistema. Assim, as abelhas reconhecem-na como predadora e o impacto é mínimo.”
Segundo Albano Soares, a principal diferença entre a Vespa crabro e a Vespa velutina (conhecida como vespa asiática) “são os segmentos abdominais: quase todos negros na Vespa velutina. Na Vespa crabro só os primeiros são quase inteiramente negros”.
Agora é a sua vez.
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