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Que espécie é esta: pega-rabuda

17.08.2026
leitura de 1 minuto
Foto: João Prazeres

O leitor João Prazeres observou uma ave em Bragança, a 6 de agosto, e pediu a confirmação da subespécie. Gonçalo Elias responde.

João Prazeres vive em Bragança e vai iniciar em breve a licentiatura em Biologia e Biotecnologia.

“Tenho vindo a fazer algumas observações da Natureza, tanto em meio urbano como em zonas rurais, e ultimamente tenho ganho particular interesse pela observação de aves”, explica João Prazeres, numa mensagem enviada à Wilder.

“Em anexo envio uma fotografia de uma pega-rabuda (Pica pica) que observei na cidade. Depois de ouvir o episódio do podcast Conversas – Episódio 63: a pega-rabuda, fiquei com a impressão de que poderia tratar-se da subespécie magrebina, Pica pica mauritanica“, afirma o leitor.

Fotos: João Prazeres

“A minha principal dúvida é se a presença da pele azulada junto ao olho é, por si só, uma característica suficiente para confirmar esta subespécie, ou se serão necessários outros critérios para a distinguir com segurança”, questiona também.

Trata-se, muito provavelmente, de uma pega-rabuda que pertence à subespécie nativa da Península Ibérica, nome científico Pica pica melanotos.

Espécie (e subespécie) identificada e texto por: Gonçalo Elias, responsável pelo portal Aves de Portugal

O registo é interessante, mas a identificação deve ser encarada com prudência, dado que não há registos conhecidos de pega-magrebina na Península Ibérica e a população marroquina é bastante sedentária.

Além disso, embora a pega-magrebina se caracterize por essa zona de pele nua de cor azulada atrás do olho, as aves da Península Ibérica Pica pica melanotos também podem, ocasionalmente, exibir essa característica.

Por este motivo, penso que a ave das fotos pode ser atribuída à nossa população ibérica.

De acordo com o portal Aves de Portugal, “a plumagem preta e branca e a longa cauda fazem da pega-rabuda uma das aves mais fáceis de identificar”.

“Quando a ave é vista de perto e em boas condições de luz, são visíveis alguns reflexos azuis, verdes e avermelhados. O “tchak-tchak-tchak” característico também denuncia a sua presença.”

A pega-rabuda distribui-se pela maior parte do território nacional, embora seja mais escassa no sul.


Agora é a sua vez.

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