O leitor José Guedes fotografou esta lagartixa a 1 de março na Ponte de Alvura, Milheirós, Maia/Porto, o e quis saber qual a espécie a que pertence. Guilherme Caeiro-Dias responde.
“Necessito da vossa ajuda para a identificação deste réptil que me deixou confuso… Será um lagarto ou uma lagartixa… Fotografei junto de uma poça de água formada pela chuva e também junto a uma parede. Nesse lago havia já pequenas rãs”, escreveu o leitor à Wilder.


Trata-se de uma lagartixa-de-Bocage (Podarcis bocagei).
Espécie identificada e texto por: Guilherme Caeiro-Dias, primeiro autor do estudo que elevou ao estatuto de espécie a lagartixa-lusitânica (Podarcis lusitanicus), antigo aluno de doutoramento no CIBIO-InBIO, agora a trabalhar na Universidade do Novo México, nos Estados Unidos.
É uma lagartixa-de-Bocage (Podarcis bocagei), um macho.
Esta é uma espécie que mede entre 16 e 20 centímetros, segundo o livro Anfíbios e Répteis de Portugal.
É uma espécie endémica do Noroeste da Península Ibérica. Está activa de dia e pode ser observada da Primavera ao Outono.
Dependendo da região do país podemos encontrar quatro espécie diferentes de “típicas sardaniscas dos quintais” que podem ser observadas nos quintais e muros com relativa frequência.
A lagartixa-verde é a mais amplamente distribuída e ocorre no Centro e Sul de Portugal. A lagartixa-de-Bocage (P. bocagei) pode ser encontrada no Norte do país, sobretudo a Norte do Douro. A lagartixa-lusitanica (P. lusitanicus) pode ser encontrada no Norte e Centro. E a menos comum, a lagartixa-de-Carbonel (P. carbonelli) pode ser encontrada no Centro/Norte do país e ao longo da costa Oeste, desde Espinho até ao Algarve.
Excepto no Sul de Portugal, mais do que uma destas espécies podem ser encontradas no mesmo local.
Agora é a sua vez.
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